Anemia Ferropriva: Diagnóstico em Adolescentes Menstruadas

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Adolescente, 12 anos, sexo feminino, parda, queixa-se de cansaço, principalmente após o início das menstruações. Apresenta um hemograma com os seguintes resultados: eritrócitos = 4500000/mm³; hemoglobina = 9 g/dL; hematócrito = 32%; VCM = 70 fl, HCM = 22 pg, RDW = 16%. Leucometria com 6100/mm3 (0% basófilos, 4% eosinófilos, 1%  bastões, 59% segmentados, 29% linfócitos típicos, 6% monócitos) e plaquetometria de 150000/mm³. O primeiro exame para se estabelecer o mais provável diagnóstico, nesse caso, é

Alternativas

  1. A) eletroforese de hemoglobina.
  2. B) dosagem reticulócitos.
  3. C) mielograma.
  4. D) dosagem sérica de ferritina.
  5. E) pesquisa de parasitas intestinais.

Pérola Clínica

Anemia microcítica hipocrômica com RDW elevado em adolescente menstruada → investigar deficiência de ferro com ferritina.

Resumo-Chave

O hemograma da paciente indica anemia microcítica (VCM 70 fl) e hipocrômica (HCM 22 pg) com anisocitose (RDW 16%), quadro clássico de anemia ferropriva. A queixa de cansaço após o início das menstruações sugere perda sanguínea crônica. A dosagem de ferritina sérica é o exame mais sensível e específico para confirmar a deficiência de ferro.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando significativamente a saúde e o desenvolvimento de adolescentes, especialmente meninas após a menarca devido às perdas menstruais. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar impactos negativos no desempenho escolar, na capacidade física e na qualidade de vida. O hemograma é a ferramenta inicial de triagem, revelando anemia microcítica e hipocrômica, com VCM e HCM reduzidos. O RDW elevado (anisocitose) é um achado comum que reflete a variabilidade no tamanho das hemácias. A ferritina sérica é o exame confirmatório de escolha, pois reflete diretamente os estoques de ferro do organismo. Uma vez diagnosticada, o tratamento consiste na suplementação de ferro oral, com acompanhamento dos níveis de hemoglobina e ferritina. É crucial investigar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro, como a menorragia, para prevenir recorrências. A educação nutricional também desempenha um papel importante na prevenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais da anemia ferropriva?

A anemia ferropriva tipicamente apresenta-se com anemia microcítica e hipocrômica (VCM e HCM baixos), RDW elevado e, em estágios avançados, ferritina sérica baixa, saturação de transferrina baixa e capacidade total de ligação do ferro (TIBC) elevada.

Por que a ferritina sérica é o melhor indicador de deficiência de ferro?

A ferritina sérica reflete os estoques de ferro do organismo. Níveis baixos de ferritina são o primeiro e mais sensível indicador de deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento da anemia franca.

Quais são as causas mais comuns de anemia ferropriva em adolescentes?

Em adolescentes do sexo feminino, a principal causa é a perda sanguínea menstrual excessiva. Outras causas incluem ingestão inadequada de ferro, má absorção e, menos frequentemente, perdas gastrointestinais.

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