Anemia Ferropriva: Achados Laboratoriais Essenciais

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Em relação aos achados laboratoriais na anemia ferropriva, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Anemia normocítica, normocrômica, RDW normal, VCM e HCM normais, ferro sérico reduzido, transferrina diminuída, saturação de transferrina aumentada, ferritina sérica diminuída.
  2. B) Anemia microcítica, normocrômica, RDW normal, VCM e HCM normais ou diminuídos, ferro sérico reduzido, transferrina normal, saturação de transferrina diminuída, ferritina sérica diminuída.
  3. C) Anemia microcítica, hipocrômica, aumento de RDW, VCM e HCM normais ou diminuídos, ferro sérico reduzido, transferrina aumentada, saturação de transferrina diminuída, ferritina sérica diminuída.
  4. D) Anemia normocítica, hipocrômica, aumento de RDW, VCM e HCM normais, ferro sérico reduzido, transferrina normal, saturação de transferrina diminuída, ferritina sérica aumentada.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva = microcítica, hipocrômica, RDW ↑, ferritina ↓, ferro sérico ↓, transferrina ↑, saturação transferrina ↓.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é caracterizada por deficiência de ferro, essencial para a síntese de hemoglobina. Isso leva à produção de eritrócitos menores (microcíticos) e com menos hemoglobina (hipocrômicos), com variação no tamanho (RDW aumentado). Os marcadores de ferro refletem a depleção: ferritina baixa (estoques), ferro sérico baixo, transferrina alta (tentativa de captar mais ferro) e saturação de transferrina baixa.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando bilhões de pessoas e sendo uma causa significativa de morbidade. É caracterizada pela redução da massa de hemoglobina devido à deficiência de ferro, um componente essencial para a síntese do heme. Sua importância clínica reside no impacto na capacidade de transporte de oxigênio, levando a fadiga, fraqueza, dispneia e comprometimento cognitivo, sendo crucial para a saúde pública e individual. A fisiopatologia envolve a depleção dos estoques de ferro, seguida pela redução do ferro disponível para a eritropoiese, resultando na produção de eritrócitos menores e hipocorados. O diagnóstico laboratorial é fundamental e se baseia em um hemograma completo que revela anemia microcítica e hipocrômica, frequentemente com RDW elevado. Os marcadores de ferro incluem ferritina sérica baixa (reflete estoques), ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTLF) ou transferrina elevada e saturação de transferrina baixa. O tratamento da anemia ferropriva consiste na reposição de ferro, preferencialmente por via oral, com sulfato ferroso ou outro sal de ferro, por um período prolongado (geralmente 3-6 meses após a normalização da hemoglobina) para reabastecer os estoques. É crucial investigar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro, especialmente em adultos do sexo masculino e mulheres pós-menopausa, onde sangramento gastrointestinal oculto é uma causa comum.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do RDW no diagnóstico da anemia ferropriva?

O RDW (Red Cell Distribution Width) mede a variação no tamanho dos eritrócitos. Na anemia ferropriva, a produção de eritrócitos de tamanhos variados (anisocitose) leva a um RDW aumentado, sendo um marcador precoce da deficiência.

Como diferenciar anemia ferropriva de anemia de doença crônica pelos exames de ferro?

Na anemia ferropriva, a ferritina é baixa e a transferrina é alta. Na anemia de doença crônica, a ferritina é normal ou elevada (fase aguda) e a transferrina é normal ou baixa, refletindo a retenção de ferro nos macrófagos.

Por que o VCM e o HCM podem estar normais ou diminuídos na anemia ferropriva?

Em estágios iniciais, o VCM e HCM podem ser normais, mas com a progressão da deficiência, tornam-se classicamente diminuídos, caracterizando a anemia microcítica e hipocrômica.

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