Anemia Ferropriva: Diagnóstico Laboratorial e Marcadores

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026

Enunciado

Mulher, 35 anos, professora, refere cansaço progressivo há 6 meses, tontura ocasional e palidez cutânea. Relata fluxo menstrual intenso nos últimos anos. Não apresenta sangramentos gastrointestinais evidentes. Dieta variada. Exames laboratoriais recentes: • Hemoglobina: 8,2 g/Dl; • VCM: 72 fL; • Reticulócitos: normais; • Ferro sérico: 25 µg/dL (referência: 50-170); • Ferritina sérica: 8 ng/mL (referência: 30-300); • Capacidade total de ligação de ferro (TIBC): 450 µg/dL (referência: 250-400). Com base nesse cenário clínico e laboratorial, qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Anemia por doença crônica.
  2. B) Anemia ferropriva.
  3. C) Talassemia minor.
  4. D) Anemia sideroblástica adquirida.
  5. E) Deficiência de vitamina B12.

Pérola Clínica

Ferritina < 30 ng/mL = Diagnóstico de Anemia Ferropriva (padrão-ouro laboratorial).

Resumo-Chave

A anemia ferropriva caracteriza-se por microcitose, hipocromia e redução dos estoques de ferro (ferritina baixa), com aumento compensatório da capacidade de transporte (TIBC alto).

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia no mundo, frequentemente secundária a perdas sanguíneas crônicas, como o fluxo menstrual intenso em mulheres em idade fértil ou sangramentos gastrointestinais. O diagnóstico laboratorial baseia-se na demonstração de baixos estoques de ferro. A ferritina sérica é o parâmetro mais confiável; valores abaixo de 30 ng/mL confirmam a deficiência. Além disso, observa-se ferro sérico baixo, saturação de transferrina reduzida e TIBC elevado. O tratamento envolve a reposição de ferro (preferencialmente via oral) e, crucialmente, a investigação e tratamento da causa base da perda de ferro.

Perguntas Frequentes

Qual o primeiro parâmetro laboratorial a se alterar na deficiência de ferro?

A queda da ferritina sérica é o primeiro sinal, refletindo a depleção dos estoques de ferro antes mesmo da queda da hemoglobina ou alteração do VCM.

Como diferenciar anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Na anemia ferropriva, a ferritina é baixa e o TIBC é alto. Na anemia de doença crônica, a ferritina é normal ou alta (reagente de fase aguda) e o TIBC é baixo.

Por que o TIBC aumenta na anemia ferropriva?

O fígado aumenta a produção de transferrina na tentativa de captar mais ferro, resultando em uma maior capacidade total de ligação de ferro (TIBC) livre.

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