UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Em relação à anemia por deficiência de ferro, é correto afirmar:
Anemia ferropriva em adultos → Principal causa é perda crônica de sangue (menstrual, gastrointestinal).
A causa mais comum de anemia por deficiência de ferro em adultos é a perda crônica de sangue, seja por sangramento menstrual excessivo em mulheres ou por sangramento gastrointestinal oculto em ambos os sexos. A investigação da causa é fundamental para um tratamento eficaz e para prevenir recorrências.
A anemia por deficiência de ferro é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando uma parcela significativa da população global. Em adultos, sua etiologia é predominantemente relacionada à perda crônica de sangue, tornando a investigação da causa subjacente um passo crítico no manejo. Compreender a fisiopatologia e o diagnóstico diferencial é essencial para a prática clínica e para provas de residência. A deficiência de ferro progride em estágios: depleção dos estoques de ferro, eritropoiese deficiente em ferro e, finalmente, anemia ferropriva. As manifestações clínicas, como fadiga e palidez, são inespecíficas, mas sinais como coiloníquia e queilose são mais sugestivos de deficiência avançada. O diagnóstico laboratorial baseia-se em hemograma completo (microcitose, hipocromia), ferritina sérica baixa (exceto em inflamação), saturação de transferrina reduzida e aumento da capacidade total de ligação do ferro. O tratamento consiste na reposição de ferro oral, geralmente com sulfato ferroso, e na correção da causa subjacente da perda de sangue. É crucial que a reposição seja prolongada, por 3 a 6 meses após a normalização da hemoglobina, para reabastecer os estoques de ferro. A falha no tratamento ou a recorrência da anemia exige reavaliação da aderência, absorção e, principalmente, da etiologia da perda sanguínea.
As manifestações tardias incluem coiloníquia (unhas em colher), queilose angular (rachaduras nos cantos da boca), glossite (língua lisa e dolorosa) e disfagia (síndrome de Plummer-Vinson).
A ferritina é um reagente de fase aguda, o que significa que seus níveis podem estar elevados em estados inflamatórios ou infecciosos, mascarando uma deficiência de ferro real. Nesses casos, outros marcadores como a saturação de transferrina e o receptor solúvel de transferrina são mais úteis.
O tratamento com ferro oral deve ser mantido por pelo menos 3 a 6 meses após a normalização dos níveis de hemoglobina, para repor adequadamente os estoques de ferro do corpo (ferritina), e não apenas até a correção do hematócrito e hemoglobina.
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