Anemia Ferropriva: Diagnóstico Laboratorial e RDW

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Sobre a anemia ferropriva, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Cerca de 30% do ferro presente no organismo encontra-se sobre a forma de armazenamento ou não funcional, ocorrendo como ferritina e hemossiderina.
  2. B)  Para o diagnostico laboratorial da anemia ferropriva apresenta um coeficiente de variação eritrocitária abaixo de 14%.
  3. C)  Não há sistema fisiológico para excreção do ferro.
  4. D)  O risco de deficiência de ferro aumenta na adolescência, tendo em vista a necessidade associada ao crescimento púbere e, na maioria das vezes, da alimentação inadequada, que não é suficiente para suprir a demanda aumentada de ferro.

Pérola Clínica

Anemia ferropriva → RDW (coeficiente de variação eritrocitária) ↑ devido à anisocitose, não ↓.

Resumo-Chave

O RDW (Red Cell Distribution Width) é um dos primeiros parâmetros a se alterar na deficiência de ferro, elevando-se devido à variação no tamanho dos eritrócitos (anisocitose). Um RDW abaixo de 14% seria um achado normal, tornando a alternativa incorreta para o diagnóstico de anemia ferropriva.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando milhões de pessoas, especialmente crianças, mulheres em idade fértil e gestantes. É uma condição de grande relevância clínica devido ao seu impacto na qualidade de vida, desenvolvimento cognitivo e capacidade de trabalho, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve a depleção das reservas de ferro, levando à produção de eritrócitos menores e hipocrômicos. O diagnóstico laboratorial é crucial e se baseia em achados como VCM e HCM reduzidos, ferritina sérica baixa (principal marcador de estoque), saturação da transferrina diminuída e, classicamente, um RDW (Red Cell Distribution Width) elevado, refletindo a anisocitose. A elevação do RDW é um dos primeiros sinais de deficiência de ferro, muitas vezes antes mesmo da anemia se manifestar. O tratamento consiste na reposição de ferro, geralmente por via oral, com acompanhamento dos parâmetros hematológicos. É fundamental investigar e tratar a causa subjacente da deficiência de ferro, que pode ser desde uma ingestão inadequada até perdas sanguíneas crônicas. O conhecimento aprofundado dos marcadores laboratoriais e sua interpretação é essencial para o diagnóstico correto e manejo eficaz da anemia ferropriva.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais exames para diagnosticar anemia ferropriva?

O diagnóstico da anemia ferropriva envolve hemograma completo (VCM, HCM baixos), ferritina sérica (baixa), saturação da transferrina (baixa) e RDW (elevado).

Qual o papel do RDW no diagnóstico da anemia ferropriva?

O RDW (Red Cell Distribution Width) mede a variação do tamanho dos eritrócitos. Na anemia ferropriva, ele geralmente está elevado devido à anisocitose, sendo um dos primeiros indicadores de deficiência de ferro.

Como diferenciar anemia ferropriva de outras anemias microcíticas?

A anemia ferropriva se diferencia de outras anemias microcíticas (como talassemias) pela ferritina e saturação da transferrina baixas, além do RDW elevado, enquanto nas talassemias a ferritina é normal/alta e o RDW pode ser normal.

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