HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Homem, 58 anos de idade, queixa-se de cansaço e episódios de palpitações há três meses. Nega dor torácica, dispneia ou lipotimia. Relata excisão de pólipo séssil com 1 cm em colonoscopia há 1 ano. Retorna com exames solicitados em consulta prévia com o mesmo contexto. Sinais vitais normais. Descorado (+/4). Sem outras alterações ao exame físico. • Exames laboratoriais: Hb: 11,2 g/dL VCM: 74 fL Leucócitos: 8.000/mm³ Plaquetas: 260.000/mm³ RDW: 16% Ferro sérico: 34 μg/L Ferritina sérica: 10 ng/mL Saturação de transferrina: 16% Assinale a alternativa que apresenta a próxima abordagem mais apropriada.
Anemia ferropriva em homem > 50 anos ou mulher pós-menopausa → investigar sangramento gastrointestinal.
Em homens adultos e mulheres pós-menopausa com anemia ferropriva, a principal causa a ser investigada é o sangramento gastrointestinal oculto. A conduta mais apropriada é realizar endoscopia digestiva alta e colonoscopia para identificar a fonte do sangramento.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, mas sua etiologia varia conforme a idade e o sexo. Em homens adultos e mulheres pós-menopausa, a causa mais frequente de anemia ferropriva é a perda crônica de sangue, sendo o trato gastrointestinal a principal fonte. Nesses grupos, a anemia ferropriva NUNCA deve ser tratada apenas com suplementação de ferro sem uma investigação etiológica aprofundada, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição subjacente grave, como neoplasias colorretais ou gástricas. Os exames laboratoriais apresentados (Hb baixa, VCM baixo, RDW alto, ferro sérico baixo, ferritina sérica muito baixa e saturação de transferrina baixa) são altamente sugestivos de anemia ferropriva. Diante desse quadro em um homem de 58 anos, a próxima abordagem mais apropriada é a investigação ativa da fonte de sangramento. A endoscopia digestiva alta (EDA) e a colonoscopia são os procedimentos diagnósticos padrão-ouro para avaliar o trato gastrointestinal superior e inferior, respectivamente. Esses exames permitem a visualização direta da mucosa, a identificação de lesões (pólipos, úlceras, tumores, angiodisplasias) e a realização de biópsias para diagnóstico histopatológico. A suplementação de ferro só deve ser iniciada após a identificação e tratamento da causa subjacente, ou concomitantemente à investigação, se a anemia for grave e sintomática.
A anemia ferropriva é caracterizada por hemoglobina baixa, VCM (volume corpuscular médio) baixo (microcitose), RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos) elevado, ferro sérico baixo, ferritina sérica baixa (melhor marcador de estoque de ferro) e saturação de transferrina baixa.
Em homens adultos e mulheres pós-menopausa, a perda crônica de sangue pelo trato gastrointestinal é a causa mais comum de anemia ferropriva. É crucial investigar ativamente essa fonte para descartar condições graves como pólipos, úlceras ou neoplasias malignas.
A endoscopia digestiva alta (EDA) e a colonoscopia são os exames de primeira linha para investigar sangramento no trato gastrointestinal superior e inferior, respectivamente, sendo frequentemente realizados em conjunto para uma avaliação completa.
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