SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Na avaliação laboratorial de um paciente com anemia microcítica e hipocrômica, a diferenciação entre anemia ferropriva e outras causas de anemia microcítica é essencial para o manejo adequado. Qual dos achados abaixo é o mais indicativo de anemia ferropriva, diferenciando-a de outras anemias microcíticas?
Ferritina < 15-30 ng/ml = Padrão-ouro laboratorial para deficiência de ferro.
A ferritina é o parâmetro mais sensível e específico para avaliar os estoques de ferro, sendo o primeiro a se alterar na deficiência de ferro, antes mesmo da queda da hemoglobina.
O diagnóstico diferencial das anemias microcíticas (VCM < 80 fL) inclui a anemia ferropriva, talassemias, anemia de doença crônica e anemia sideroblástica. A anemia ferropriva caracteriza-se por ferro sérico baixo, saturação de transferrina baixa (< 16%), TIBC elevado e, crucialmente, ferritina baixa. Em contraste, na anemia de doença crônica, a ferritina costuma estar normal ou elevada (devido ao sequestro de ferro nos macrófagos mediado pela hepcidina) e o TIBC está baixo ou normal. Nas talassemias, o RDW costuma ser normal e a ferritina é normal ou alta, refletindo a fisiopatologia de defeito na síntese de globina, e não falta de substrato.
A ferritina reflete diretamente os estoques corporais de ferro. Níveis baixos são altamente específicos para deficiência de ferro, pois não há outra condição clínica que reduza a ferritina abaixo dos níveis basais.
Na anemia ferropriva, a Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC) está aumentada. O corpo tenta compensar a falta de ferro produzindo mais transferrina para maximizar o transporte do pouco ferro disponível.
Sim, pois a ferritina é uma proteína de fase aguda. Em estados inflamatórios, infecciosos ou neoplásicos, ela pode estar falsamente normal ou elevada, mascarando uma deficiência de ferro subjacente.
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