Anemia Ferropriva: Diagnóstico Laboratorial e Achados

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente com queixa de fadiga apresenta hemograma com VCM de 75 fL e CHCM de 28 g/dL. Ao exame da lâmina, observa-se anisocitose acentuada com predominância de microcitose e hipocromia. Indique o diagnóstico hematológico mais compatível:

Alternativas

  1. A) Anemia megaloblástica com macrocitose ovalada.
  2. B) Anemia por deficiência de ferro com eritrócitos microcíticos hipocromáticos.
  3. C) Anemia hemolítica com presença de esferocitose.
  4. D) Anemia aplástica com macrocitose e redução generalizada das séries.
  5. E) Reticulocitose compensatória pós- hemorragia.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a carência nutricional mais comum no mundo, resultando de um balanço negativo de ferro que esgota os estoques medulares. Fisiopatologicamente, a falta de ferro prejudica a eritropoiese, forçando a medula a produzir eritrócitos com menor conteúdo de hemoglobina para tentar manter a contagem celular, o que resulta em microcitose e hipocromia. No laboratório, o primeiro estágio é a depleção de ferritina, seguida pela queda do ferro sérico e aumento da capacidade total de ligação do ferro (TIBC). O hemograma mostra queda do VCM e do CHCM. A presença de anisocitose, marcada pelo aumento do RDW, indica que a medula está lançando células cada vez menores conforme o ferro acaba, sendo um sinal diagnóstico valioso. O tratamento foca na reposição de ferro oral (sulfato ferroso) ou parenteral, além da investigação etiológica obrigatória, especialmente em homens e mulheres pós-menopausa, para descartar perdas gastrointestinais ocultas por neoplasias ou pólipos.

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