UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
A anemia falciforme é uma doença do tecido hematopoiético hereditária que se caracteriza por alteração no formato da hemácia, apresentando um tipo de hemoglobina que se cristaliza na falta de oxigênio. Relacionados a seguir encontra-se condições e sintomas relacionados a patologia, assinale a que não faz parte da sintomatologia habitual:
Anemia falciforme: disgeusia NÃO é sintoma habitual; dores, infecções, úlceras, priapismo e complicações orgânicas são comuns.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia que causa uma ampla gama de manifestações devido à vaso-oclusão e hemólise crônica. A disgeusia (alteração do paladar) não é uma manifestação clínica típica ou diretamente relacionada à fisiopatologia da doença, ao contrário das dores, infecções e disfunções orgânicas.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária autossômica recessiva, caracterizada pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de baixa tensão de oxigênio, alterando a forma dos eritrócitos para uma "foice". É a doença genética mais comum no Brasil, com alta prevalência em populações afrodescendentes, e representa um desafio significativo para a saúde pública devido à sua morbidade e mortalidade. A fisiopatologia da anemia falciforme envolve a vaso-oclusão e a hemólise crônica. A vaso-oclusão leva a crises álgicas intensas, isquemia e infartos em múltiplos órgãos, resultando em manifestações como dores articulares e ósseas, priapismo, úlceras de perna, e disfunção de órgãos como pulmões, rins e sistema nervoso central. A hemólise crônica contribui para anemia, icterícia e cálculos biliares. O tratamento da anemia falciforme é multidisciplinar, focado no manejo das crises álgicas, prevenção de infecções (vacinação, profilaxia com penicilina em crianças), uso de hidroxiureia para reduzir a frequência das crises e transfusões sanguíneas em casos selecionados. O transplante de medula óssea é a única cura definitiva, mas é limitado pela disponibilidade de doadores compatíveis e riscos associados. O reconhecimento precoce das complicações é crucial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
Os principais sintomas incluem crises álgicas (dores ósseas e articulares), fadiga, icterícia, atraso no crescimento, úlceras de perna, priapismo e maior susceptibilidade a infecções.
A doença é causada pela polimerização da hemoglobina S em condições de baixa oxigenação, levando à deformação dos eritrócitos (falcização), que obstruem vasos sanguíneos e causam isquemia e infartos em diversos órgãos.
Complicações comuns incluem síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral, nefropatia falciforme, retinopatia, osteonecrose e colelitíase.
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