PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Menino de dois anos e seis meses, com diagnóstico de Anemia Falciforme (SS) no teste do pezinho (triagem neonatal), dá entrada na Unidade de pronto atendimento (UPA) com queixa de febre (38°C) há quatro dias, coriza hialina, tosse seca, inapetência e prostração. Ao exame físico não são observadas alterações que indiquem foco infeccioso ou instabilidade hemodinâmica. De acordo com o Manual de Eventos Agudos em Anemia Falciforme de 2009 publicado pelo Ministério da Saúde do Brasil, a conduta MAIS ADEQUADA nesse caso será:
Anemia Falciforme + febre em criança < 5 anos → Internação + ATB IV empírico (ampicilina).
Crianças com Anemia Falciforme, especialmente menores de 5 anos, apresentam alto risco de sepse por germes encapsulados (pneumococo, Haemophilus). Mesmo sem foco aparente, a febre é uma emergência e exige internação e antibioticoterapia empírica venosa imediata para prevenir desfechos graves.
A Anemia Falciforme (AF) é uma hemoglobinopatia hereditária que afeta milhões globalmente, sendo a doença monogênica mais comum no Brasil. Caracteriza-se pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de hipóxia, levando à falcização das hemácias, hemólise crônica e vaso-oclusão. A triagem neonatal via teste do pezinho é fundamental para o diagnóstico precoce e início da profilaxia e acompanhamento. A febre em crianças com Anemia Falciforme, especialmente menores de 5 anos, é considerada uma emergência médica. Devido à asplenia funcional precoce, esses pacientes têm um risco significativamente aumentado de infecções invasivas graves, principalmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae. A ausência de um foco infeccioso claro no exame físico não exclui a possibilidade de sepse oculta, que pode progredir rapidamente para choque séptico e óbito. O manejo da febre em crianças com AF exige internação hospitalar imediata e início de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, como ampicilina ou ceftriaxona, após coleta de hemoculturas. A observação isolada ou a alta com antibiótico oral são condutas inadequadas e perigosas. A profilaxia com penicilina oral e vacinação completa são medidas preventivas cruciais para reduzir a incidência dessas infecções.
A febre em crianças com Anemia Falciforme é uma emergência devido ao alto risco de sepse fulminante por germes encapsulados, como o Streptococcus pneumoniae, em decorrência da asplenia funcional.
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata e o início de antibioticoterapia empírica intravenosa, geralmente com ampicilina ou ceftriaxona, após coleta de culturas, mesmo na ausência de foco infeccioso aparente.
Os principais patógenos a serem cobertos são bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e, em menor grau, Salmonella spp., devido à asplenia funcional e ao risco de osteomielite.
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