SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021
José Augusto tem 2 anos, é portador de Anemia Falciforme e chega ao pronto socorro com quadro de febre de 38,5°C. Ao exame físico, estado geral regular, eupneico, acianótico, febril, hipoativo e responsivo aos comandos. Ausculta cardiorrespiratória sem alterações e abdome flácido, com esplenomegalia palpável. Assinale a alternativa que representa a melhor conduta a ser tomada pelo médico plantonista que avaliou José Augusto.
Febre em criança com Anemia Falciforme = URGÊNCIA! → Internar + ATB IV imediato.
Febre em pacientes pediátricos com anemia falciforme é uma emergência médica devido ao risco elevado de sepse fulminante por asplenia funcional. A conduta padrão inclui internação hospitalar imediata, coleta de culturas e início precoce de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que causa hemólise crônica e vaso-oclusão, levando a diversas complicações. Uma das mais graves é a asplenia funcional, que se desenvolve precocemente na infância, tornando os pacientes altamente vulneráveis a infecções bacterianas graves, especialmente por germes encapsulados como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. A febre em uma criança com anemia falciforme deve ser sempre considerada uma emergência médica. A fisiopatologia da asplenia funcional impede a depuração eficiente de bactérias encapsuladas, resultando em um risco significativamente aumentado de sepse fulminante. Portanto, qualquer episódio febril em um paciente pediátrico com anemia falciforme exige uma avaliação rápida e agressiva. Os sinais e sintomas podem ser inespecíficos, e a progressão para choque séptico pode ser extremamente rápida. A conduta imediata inclui internação hospitalar, coleta de hemoculturas e outras culturas (urina, líquor, etc., conforme a clínica), e início empírico de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro (ex: ceftriaxona ou cefotaxima). A oximetria de pulso e a monitorização hemodinâmica são essenciais. A hidratação venosa e o controle da dor também são importantes. O objetivo é prevenir a progressão para sepse grave e choque, que podem ser fatais. A profilaxia com penicilina e as vacinações (pneumocócica, meningocócica, Haemophilus influenzae tipo b) são medidas preventivas cruciais.
A febre em crianças com anemia falciforme é uma emergência devido à asplenia funcional, que as torna suscetíveis a infecções graves e fulminantes, especialmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae.
A conduta inicial é internação hospitalar imediata, coleta de hemoculturas e outras culturas pertinentes, e início precoce de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, cobrindo germes comuns como pneumococos e Haemophilus influenzae.
As principais complicações infecciosas incluem sepse, osteomielite, pneumonia e meningite. A profilaxia com penicilina e vacinação são cruciais para reduzir o risco de infecções graves.
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