UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Assinale a opção INCORRETA sobre a Anemia Falciforme:
Crises de sequestro esplênico e aplástica na Anemia Falciforme geralmente requerem transfusão simples, não de troca, para corrigir anemia grave.
A Anemia Falciforme é uma doença complexa com diversas manifestações. Enquanto as crises dolorosas, aplásticas e a síndrome torácica aguda são comuns, a transfusão de troca é reservada para situações de maior gravidade ou risco, como AVC, síndrome torácica aguda grave ou priapismo prolongado. Crises de sequestro esplênico e aplásticas geralmente são manejadas com transfusão simples de concentrado de hemácias.
A Anemia Falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil. Caracteriza-se pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de hipóxia, levando à deformação dos eritrócitos em forma de foice. Essa alteração causa hemólise crônica e oclusão de pequenos vasos, resultando em uma ampla gama de manifestações clínicas e complicações. As crises dolorosas agudas são a manifestação mais comum, mas outras complicações graves incluem a síndrome torácica aguda, acidentes vasculares cerebrais, priapismo, crises de sequestro esplênico e crises aplásticas. As crises aplásticas, frequentemente precipitadas pelo parvovírus B19, resultam em supressão medular e anemia grave, enquanto as crises de sequestro esplênico envolvem o acúmulo agudo de sangue no baço, levando a esplenomegalia e anemia hipovolêmica. O manejo dessas crises é vital. Para crises de sequestro esplênico e aplásticas, a transfusão simples de concentrado de hemácias é geralmente o tratamento de escolha para corrigir a anemia grave. A transfusão de troca, que remove hemácias falciformes e as substitui por hemácias normais, é uma intervenção mais complexa e reservada para complicações específicas e de maior risco, como AVC, síndrome torácica aguda grave ou priapismo prolongado, onde a redução rápida da hemoglobina S é imperativa. O conhecimento das indicações corretas para cada tipo de transfusão é crucial para a prática clínica e para a aprovação em exames de residência.
As manifestações clínicas mais comuns são os episódios dolorosos agudos (crises vaso-oclusivas), que podem ser desencadeados por infecção, desidratação, estresse ou exposição ao frio. Outras manifestações incluem anemia crônica, icterícia, infecções e complicações orgânicas.
A transfusão de troca é indicada em situações de alta gravidade ou risco, como acidente vascular cerebral (AVC) agudo, síndrome torácica aguda grave, priapismo prolongado, preparo para cirurgias de alto risco, ou para reduzir rapidamente a porcentagem de hemoglobina S em outras complicações graves.
A crise aplástica se caracteriza por uma queda acentuada nos níveis de hemoglobina, acompanhada por uma contagem de reticulócitos extremamente reduzida. É frequentemente desencadeada pela infecção por parvovírus B19, que suprime transitoriamente a eritropoiese na medula óssea.
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