SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Os drepanócitos são caracteristicamente encontrados no sangue periférico de pacientes com qual(is) patologia(s)?
Drepanócitos no sangue periférico → Anemia Falciforme, Doença Falciforme e Traço Falciforme.
Drepanócitos são hemácias em forma de foice, características das síndromes falciformes, resultantes da polimerização da hemoglobina S em condições de hipóxia. Sua presença é um achado diagnóstico chave no esfregaço de sangue periférico.
A presença de drepanócitos no sangue periférico é um achado hematológico de grande relevância clínica, indicando a presença de hemoglobinopatias do tipo falciforme. Essas condições são genéticas e resultam de uma mutação no gene da globina beta, que leva à produção de hemoglobina S (HbS). A anemia falciforme, em sua forma homozigótica (HbSS), é a mais grave, enquanto o traço falciforme (HbAS) geralmente é assintomático, mas confere proteção contra malária. A fisiopatologia central envolve a polimerização da HbS em condições de baixa tensão de oxigênio, acidose ou desidratação, o que deforma a hemácia em uma forma de foice rígida. Essas células perdem sua flexibilidade, o que leva à oclusão de pequenos vasos sanguíneos (crises vaso-oclusivas), hemólise crônica e danos a múltiplos órgãos. O diagnóstico é feito pela visualização dos drepanócitos no esfregaço de sangue periférico e confirmado por testes como eletroforese de hemoglobina ou HPLC. O tratamento da anemia falciforme é complexo e visa prevenir crises, manejar a dor, controlar a anemia e evitar complicações. Inclui hidratação, analgesia, transfusões sanguíneas, hidroxiureia (para aumentar a HbF) e, em casos selecionados, transplante de medula óssea. É crucial o acompanhamento multidisciplinar e a educação do paciente sobre gatilhos e sinais de alerta.
Os drepanócitos são característicos da anemia falciforme, doença falciforme (homozigose para HbS) e traço falciforme (heterozigose para HbS), onde a hemoglobina S polimeriza e deforma a hemácia.
A identificação dos drepanócitos é feita através da análise do esfregaço de sangue periférico, onde as hemácias em forma de foice são visíveis, e pode ser confirmada por eletroforese de hemoglobina.
Na anemia falciforme, a presença de drepanócitos é constante e associada a hemólise crônica e crises vaso-oclusivas. No traço falciforme, os drepanócitos podem ser vistos em condições de hipóxia extrema, mas geralmente os indivíduos são assintomáticos.
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