HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Lactente de dois anos, com anemia falciforme, chegou ao pronto-socorro com história de dor em membros inferiores, febre de 38,5°C e tosse há três dias. Ao exame físico está hipocorado ++/4+, eupneico, sem hepatoesplenomegalia, sem edema ou sinais flogísticos em membros inferiores. Raio-X de tórax normal. A conduta adequada para o caso é:
Anemia falciforme + febre + dor → Crise álgica + infecção suspeita → Internação + analgesia + ATB parenteral.
Pacientes com anemia falciforme e febre são considerados de alto risco para infecções bacterianas graves e devem ser internados para investigação e tratamento agressivo, incluindo antibioticoterapia parenteral, mesmo com exames iniciais normais. A dor é um sintoma comum da crise vaso-oclusiva.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que causa hemólise crônica e vaso-oclusão, levando a crises álgicas e danos orgânicos. A febre em pacientes falciformes é uma emergência médica devido à asplenia funcional, que os torna suscetíveis a infecções bacterianas graves, especialmente por germes encapsulados como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. O diagnóstico de uma crise vaso-oclusiva é clínico, baseado na dor. A presença de febre e tosse, mesmo com raio-X de tórax normal, levanta a suspeita de infecção e/ou síndrome torácica aguda inicial, que pode evoluir rapidamente. A avaliação rápida e a estratificação de risco são cruciais para evitar desfechos adversos. O tratamento envolve analgesia agressiva, hidratação e, em caso de febre, internação e antibioticoterapia empírica parenteral de amplo espectro para cobrir os patógenos mais comuns, até que a cultura defina o tratamento. A monitorização contínua é essencial para identificar e manejar complicações.
Sinais de alerta incluem febre, dor intensa, palidez súbita, dispneia, dor torácica, priapismo e alterações neurológicas, indicando possíveis complicações graves que exigem atenção médica imediata.
A febre em pacientes com anemia falciforme é uma emergência devido ao risco aumentado de infecções bacterianas graves, como sepse e osteomielite, pela asplenia funcional e comprometimento imunológico.
A conduta inicial inclui analgesia potente, hidratação e avaliação para infecção. Em casos de febre, internação e antibioticoterapia empírica parenteral de amplo espectro são mandatórias.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo