SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Homem negro de 20 anos, com história de várias internações por crises vaso-oclusivas, é internado por novo quadro álgico. Em relação à doença de base, o resultado laboratorial característico é sugerido por:
Anemia Falciforme → Hemólise crônica = ↑ Reticulócitos, ↓ Haptoglobina, ↑ LDH, ↑ Bilirrubina indireta.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia que causa hemólise crônica extravascular e intravascular. Os marcadores de hemólise incluem reticulocitose compensatória, consumo de haptoglobina, e liberação de LDH e bilirrubina indireta dos eritrócitos lisados.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética autossômica recessiva, prevalente em populações de origem africana, que se manifesta por hemólise crônica e crises vaso-oclusivas. É uma das doenças genéticas mais comuns globalmente, com grande impacto na saúde pública e na qualidade de vida dos pacientes. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para reduzir morbidade e mortalidade. A fisiopatologia central envolve a polimerização da hemoglobina S em condições de hipóxia, levando à deformação dos eritrócitos (células em foice), que se tornam rígidos e ocluem pequenos vasos, causando isquemia e dor. A hemólise crônica é uma característica constante, resultando em anemia, icterícia e esplenomegalia (na infância). Os marcadores laboratoriais de hemólise são fundamentais para o diagnóstico e monitoramento da atividade da doença. O tratamento da anemia falciforme é multidisciplinar, incluindo profilaxia de infecções, hidroxiureia para reduzir a frequência de crises, transfusões sanguíneas e manejo da dor. A compreensão dos achados laboratoriais de hemólise é vital para diferenciar a anemia falciforme de outras anemias e para monitorar a eficácia do tratamento e a ocorrência de complicações como sequestro esplênico ou crises aplásicas.
Os sinais laboratoriais incluem reticulocitose, haptoglobina diminuída, LDH elevado e bilirrubina indireta aumentada, refletindo a destruição contínua de eritrócitos.
A haptoglobina diminui porque se liga à hemoglobina livre liberada durante a hemólise intravascular, sendo subsequentemente removida da circulação.
Embora a crise vaso-oclusiva seja uma complicação da anemia falciforme, os achados de hemólise são característicos da doença de base e estão presentes cronicamente, não sendo exclusivos da crise.
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