PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação ao tratamento da crise dolorosa vaso- oclusiva grave da anemia falciforme é CORRETO afirmar:
Crise vaso-oclusiva grave falciforme → analgesia potente (morfina) é prioritária.
Na crise dolorosa vaso-oclusiva grave da anemia falciforme, a analgesia é a pedra angular do tratamento, e opioides como a morfina são essenciais para o controle eficaz da dor. Outras medidas como hidratação e oxigenioterapia são importantes, mas a morfina é a primeira linha para a dor intensa.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária caracterizada pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de baixa oxigenação, levando à deformação dos eritrócitos em forma de foice. Essas células falciformes são rígidas e ocluem pequenos vasos sanguíneos, resultando em isquemia tecidual e dor intensa, conhecida como crise dolorosa vaso-oclusiva. O manejo da crise dolorosa vaso-oclusiva grave é uma emergência médica e tem como pilar fundamental a analgesia. A dor é frequentemente excruciante e requer o uso de opioides potentes, como a morfina, administrados por via intravenosa e titulados para o alívio eficaz. A subestimação da dor e a hesitação no uso de opioides são erros comuns que devem ser evitados. Além da analgesia, outras medidas importantes incluem a hidratação venosa para manter a euvolemia (evitando hiperidratação), e a oxigenioterapia apenas se houver hipoxemia. A transfusão de glóbulos vermelhos não é uma medida de rotina para a crise dolorosa simples, sendo reservada para complicações graves como a síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral ou anemia grave.
A principal medida é o controle da dor com analgesia potente, geralmente utilizando opioides como a morfina, administrados de forma regular e titulada.
A oxigenioterapia é indicada apenas se houver hipoxemia documentada (saturação de oxigênio < 92%) ou evidência de síndrome torácica aguda, não sendo uma medida universal para todas as crises.
A hidratação venosa é importante para manter o estado euvolêmico e corrigir a desidratação, mas a hiperidratação é contraindicada, pois pode precipitar complicações como a síndrome torácica aguda.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo