Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
Fator clínico associado ao risco aumentado de bacteremia, exigindo internação em crianças com anemia falciforme é:
Criança com anemia falciforme + histórico de sepse pneumocócica → Maior risco de bacteremia grave.
Crianças com anemia falciforme têm um risco significativamente aumentado de infecções bacterianas graves, especialmente por bactérias encapsuladas como o Streptococcus pneumoniae, devido à esplenia funcional. Um histórico prévio de sepse pneumocócica indica uma maior vulnerabilidade e um risco elevado de recorrência, exigindo manejo agressivo e internação.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que predispõe os pacientes a uma série de complicações, sendo as infecções bacterianas graves uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente na infância. A esplenia funcional, que se desenvolve precocemente na maioria das crianças com anemia falciforme, compromete a capacidade do sistema imune de combater bactérias encapsuladas, como o Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis. A febre em uma criança com anemia falciforme é sempre uma emergência médica e exige avaliação imediata. No entanto, um histórico prévio de sepse pneumocócica é um fator de risco particularmente crítico para bacteremia e sepse recorrente, indicando uma vulnerabilidade imune ainda maior. Essas crianças têm um risco substancialmente aumentado de desenvolver infecções invasivas graves, que podem progredir rapidamente para choque séptico e morte. O manejo de crianças falciformes com febre e, especialmente, com histórico de sepse, deve ser agressivo, incluindo internação hospitalar, coleta de hemoculturas e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente com ceftriaxona ou cefotaxima, cobrindo os principais patógenos. Medidas preventivas como vacinação completa (pneumocócica conjugada e polissacarídica, meningocócica, influenza) e profilaxia com penicilina oral são fundamentais para reduzir a incidência dessas infecções.
Crianças com anemia falciforme desenvolvem esplenia funcional precoce, o que compromete a capacidade de remover bactérias encapsuladas do sangue, como o Streptococcus pneumoniae, tornando-as altamente suscetíveis a infecções graves e sepse.
Um histórico de sepse pneumocócica prévia em crianças com anemia falciforme é um forte preditor de recorrência e de maior gravidade em futuras infecções, indicando uma falha na resposta imune e exigindo vigilância e manejo mais agressivos.
As medidas preventivas incluem vacinação completa (pneumocócica, meningocócica, influenza), profilaxia com penicilina oral desde o nascimento até pelo menos 5 anos de idade, e educação dos pais sobre os sinais de alerta de infecção e a importância da busca por atendimento médico imediato em caso de febre.
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