HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Em paciente com diagnóstico de anemia falciforme:
Anemia falciforme + palidez súbita + esplenomegalia = crise de sequestro esplênico → emergência médica.
A crise de sequestro esplênico é uma emergência grave na anemia falciforme, caracterizada por palidez súbita, esplenomegalia e queda abrupta do hematócrito, exigindo intervenção médica imediata, frequentemente com transfusão sanguínea.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária grave que afeta milhões de pessoas globalmente. Caracteriza-se pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de hipóxia, levando à falcização dos eritrócitos. Essa alteração morfológica causa hemólise crônica, vaso-oclusão e disfunção orgânica, resultando em uma série de complicações agudas e crônicas. Entre as complicações agudas, a crise de sequestro esplênico é uma emergência pediátrica com alto risco de vida, especialmente em crianças pequenas. Ela ocorre quando o baço, que já é disfuncional na anemia falciforme, aprisiona rapidamente uma grande quantidade de sangue, levando a uma queda abrupta do hematócrito e hipovolemia grave. Os pais devem ser orientados a palpar o baço da criança regularmente e a procurar atendimento médico imediato em caso de aumento súbito de volume e palidez. O reconhecimento precoce da crise de sequestro esplênico é vital. Os sinais incluem palidez súbita, esplenomegalia (baço palpável e aumentado), taquicardia e, em casos graves, hipotensão e choque. A conduta imediata no hospital envolve a estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, crucialmente, a transfusão de concentrado de hemácias para corrigir a anemia e restaurar o volume sanguíneo circulante. A educação dos pais e a vigilância são pilares na prevenção de desfechos fatais.
A crise de sequestro esplênico ocorre quando há um aprisionamento agudo de grande volume de sangue no baço, levando a uma queda abrupta do hematócrito e hipovolemia.
Os principais sinais são palidez súbita, aumento rápido do volume do baço (esplenomegalia), taquicardia, hipotensão e sinais de choque.
O tratamento inicial envolve a reposição volêmica com cristaloides e, na maioria dos casos, transfusão de concentrado de hemácias para corrigir a anemia e a hipovolemia.
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