UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Maria, 22 anos, tem uma filha recém-nascida que recebeu o diagnóstico de anemia falciforme pelo teste do pezinho. A consulta com pediatra e hematologista irá demorar algumas semanas, e devido a angústia em relação ao diagnóstico, ela procura atendimento hoje, na clínica médica, desejando maior conhecimento sobre as possíveis complicações da doença e opções de tratamento disponíveis. Sobre a anemia falciforme é incorreto afirmar.
Crise de sequestro esplênico é comum na infância, exige transfusão, mas esplenectomia é para casos recorrentes graves.
A crise de sequestro esplênico é uma complicação grave da anemia falciforme, especialmente em crianças pequenas, caracterizada por esplenomegalia aguda e queda súbita da hemoglobina. Embora a transfusão de emergência seja essencial, a esplenectomia é reservada para casos de crises recorrentes e graves, não sendo uma exigência para toda crise.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária grave, caracterizada pela produção de hemoglobina S, que polimeriza em condições de hipóxia, levando à deformação dos eritrócitos em forma de foice. Essa alteração causa hemólise crônica e vaso-oclusão, resultando em uma ampla gama de complicações clínicas, como crises álgicas, síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral, necrose asséptica óssea e infecções graves devido à asplenia funcional. As crises de sequestro esplênico são uma emergência pediátrica comum na anemia falciforme, ocorrendo principalmente em crianças pequenas. Caracterizam-se pelo acúmulo súbito de sangue no baço, levando a esplenomegalia dolorosa e anemia grave, com risco de choque hipovolêmico. O tratamento imediato envolve transfusão de hemácias. Embora a esplenectomia seja uma opção para prevenir recorrências em casos graves e refratários, ela não é a conduta inicial para todas as crises, sendo a transfusão a medida mais urgente e frequente. O manejo da anemia falciforme é complexo e multidisciplinar, incluindo profilaxia de infecções (penicilina, vacinas), uso de hidroxiureia para reduzir a frequência de crises, e tratamento de complicações agudas. A educação dos pais e pacientes sobre os sinais de alerta e a importância da adesão ao tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade associada à doença.
Os sinais incluem palidez súbita, fraqueza, dor abdominal, esplenomegalia aguda e queda abrupta dos níveis de hemoglobina, podendo evoluir para choque hipovolêmico.
A conduta inicial é a transfusão de concentrado de hemácias de emergência para corrigir a anemia e estabilizar o paciente, além de suporte volêmico e monitorização rigorosa.
Pacientes com anemia falciforme são funcionalmente asplênicos, o que os torna altamente suscetíveis a infecções graves por bactérias encapsuladas, como pneumococos e Haemophilus influenzae. A vacinação reduz significativamente esse risco.
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