FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Menino de três anos, portador de anemia falciforme, é levado à emergência apresentando dor abdominal, palidez e prostração. Exame físico: t.ax: 38°C, hipotenso, palidez cutânea acentuada, icterícia de esclera, taquicárdico, taquipnéico, fígado: 1cm do RCD, baço: 5cm do RCE. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Criança com anemia falciforme + dor abdominal, palidez, hipotensão e esplenomegalia → Crise de Sequestro Esplênico.
A crise de sequestro esplênico é uma emergência pediátrica grave em pacientes com anemia falciforme, caracterizada por aprisionamento agudo de sangue no baço, levando a esplenomegalia súbita, hipovolemia, choque e anemia profunda.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que afeta milhões de pessoas globalmente, caracterizada pela produção de hemoglobina S, que polimeriza sob condições de hipóxia, causando a falcização dos eritrócitos. Entre as diversas complicações agudas, a crise de sequestro esplênico é uma emergência pediátrica grave, mais comum em crianças pequenas (geralmente entre 6 meses e 5 anos), com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. A fisiopatologia envolve o aprisionamento agudo de um grande volume de sangue no baço, que se torna massivamente aumentado e doloroso. Isso resulta em uma queda abrupta do volume sanguíneo circulante (hipovolemia), levando a anemia profunda, choque e, se não revertido, óbito. Os sinais clínicos incluem palidez súbita, prostração, dor abdominal, taquicardia, hipotensão e esplenomegalia rapidamente progressiva. O diagnóstico é clínico, confirmado por hemograma que mostra anemia grave e reticulocitose. O tratamento é uma emergência médica, focando na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva e transfusão de concentrado de hemácias. A prevenção de recorrências pode envolver transfusões crônicas ou esplenectomia. É vital que pais e cuidadores sejam educados a palpar o baço da criança regularmente para detecção precoce.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita, palidez acentuada, prostração, taquicardia, hipotensão e, crucialmente, esplenomegalia aguda e dolorosa, que pode ser palpada pelos pais ou cuidadores.
A crise de sequestro esplênico ocorre devido ao aprisionamento maciço de eritrócitos falciformes no baço, levando a um aumento súbito do órgão e à hipovolemia sistêmica, que pode progredir rapidamente para choque e anemia grave.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides), transfusão de concentrado de hemácias para corrigir a anemia e monitorização rigorosa. A esplenectomia pode ser considerada em casos recorrentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo