UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Lactente de dois anos, com anemia falciforme, chegou ao pronto-socorro com história de dor em membros inferiores, febre de 38,5°C e tosse há três dias. Ao exame físico está hipocorado ++/4+, eupneico, sem hepatoesplenomegalia, sem edema ou sinais flogísticos em membros inferiores. Raio-X de tórax normal. A conduta adequada para o caso é:
Lactente com anemia falciforme + febre + dor = Crise vaso-oclusiva + risco infecção grave → Internar, analgesia, hidratação, ATB parenteral.
Em lactentes com anemia falciforme, febre é uma emergência devido ao alto risco de infecções bacterianas invasivas (pneumococo, Salmonella) e síndrome torácica aguda. A dor em membros inferiores pode ser uma crise vaso-oclusiva. A conduta inicial deve ser agressiva, com internação, analgesia, hidratação e antibioticoterapia parenteral empírica de amplo espectro.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que predispõe a diversas complicações, sendo a febre uma emergência médica, especialmente em lactentes e crianças pequenas. Devido à asplenia funcional precoce, esses pacientes são imunocomprometidos e têm um risco significativamente elevado de infecções bacterianas invasivas, como sepse e meningite, causadas principalmente por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Salmonella spp. Portanto, qualquer episódio febril em um paciente falciforme deve ser tratado com extrema cautela e agressividade. O quadro clínico de dor em membros inferiores, febre e tosse em um lactente falciforme é altamente sugestivo de uma crise vaso-oclusiva, que pode ser precipitada por infecção, e um possível início de síndrome torácica aguda, mesmo com um raio-X de tórax inicialmente normal. A síndrome torácica aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes falciformes e pode evoluir rapidamente. A ausência de hepatoesplenomegalia e sinais flogísticos em membros inferiores não exclui a gravidade do quadro. A conduta adequada para um lactente com anemia falciforme e febre é a internação hospitalar imediata. Deve-se iniciar analgesia potente para a dor, hidratação intravenosa para combater a desidratação e a vaso-oclusão, e antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via parenteral, cobrindo os principais patógenos, enquanto se aguardam os resultados das culturas. A liberação para casa com antibióticos orais ou apenas hidratação oral seria inadequada e perigosa, dada a gravidade potencial da condição.
Pacientes com anemia falciforme, especialmente crianças, desenvolvem asplenia funcional, tornando-os altamente suscetíveis a infecções bacterianas graves e fulminantes, principalmente por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, analgesia potente para a dor, hidratação intravenosa e antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via parenteral, cobrindo os patógenos mais comuns.
As principais complicações a serem monitoradas são sepse, síndrome torácica aguda (mesmo com raio-X inicial normal), crise vaso-oclusiva grave, sequestro esplênico e osteomielite, exigindo vigilância e reavaliações frequentes.
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