SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Paciente com insuficiência renal crônica (clearance de creatinina = 18mL/min), em tratamento conservador, tem anemia e está sendo tratado com eritropoietina. Revisando o prontuário, constata-se que, antes dessa identificação terapêutica, foram solicitados apenas hemograma e creatinina. O exame atual, feito meses depois do primeiro, constata que o nível de creatinina aumentou ligeiramente, sem melhora no nível da hemoglobina. Antes de iniciar a eritropoietina, deveria ter sido assegurada a normalidade dos estoques da medula óssea de:
Anemia em IRC + eritropoietina sem resposta → Verificar e otimizar estoques de ferro é crucial para eficácia.
A anemia na insuficiência renal crônica é primariamente devido à deficiência de eritropoietina. No entanto, para que a terapia com eritropoietina seja eficaz, é fundamental que os estoques de ferro estejam adequados, pois o ferro é um componente essencial para a produção de hemoglobina e a eritropoiese. A deficiência de ferro é a causa mais comum de resistência à eritropoietina.
A anemia é uma complicação prevalente e significativa da doença renal crônica (DRC), contribuindo para a morbidade e mortalidade dos pacientes. Sua etiologia é multifatorial, mas a deficiência de eritropoietina é o principal fator. A terapia com agentes estimuladores da eritropoiese (AEE), como a eritropoietina, é a pedra angular do tratamento da anemia na DRC. No entanto, a resposta a esses agentes é otimizada quando há disponibilidade adequada de substratos para a eritropoiese. O ferro é um componente essencial da hemoglobina e um cofator crucial para a eritropoiese. A deficiência de ferro é a causa mais comum de resistência à terapia com AEE em pacientes com DRC. Mesmo com níveis de hemoglobina aparentemente estáveis, a falta de ferro pode impedir uma resposta ótima à eritropoietina. Portanto, antes de iniciar ou ajustar a dose de eritropoietina, é imperativo avaliar os estoques de ferro do paciente através de exames como ferritina sérica e saturação da transferrina (TSAT). Para residentes, é fundamental compreender que a correção da deficiência de ferro, seja por via oral ou intravenosa, é um passo crítico para garantir a eficácia da terapia com eritropoietina, reduzir a dose necessária do AEE e, consequentemente, minimizar os custos e potenciais efeitos adversos. A monitorização contínua dos parâmetros de ferro é parte integrante do manejo da anemia na DRC.
A principal causa de anemia na doença renal crônica é a deficiência de produção de eritropoietina pelos rins doentes, que é o hormônio responsável por estimular a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos.
A deficiência de ferro em pacientes com IRC pode ser multifatorial, incluindo perdas sanguíneas crônicas (ex: trato gastrointestinal, hemodiálise), inflamação crônica que afeta a absorção e utilização do ferro, e ingestão dietética inadequada.
Para avaliar os estoques de ferro, devem ser solicitados ferritina sérica e saturação da transferrina (TSAT). Níveis baixos de ferritina e TSAT indicam deficiência de ferro e a necessidade de suplementação.
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