INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Um erro muito comum na prática clínica é iniciar eritropoetina (EPO) para todo paciente portador de doença renal crônica sem realizar uma checagem prévia das reservas.de ferro corporal. Para obtermos uma resposta satisfatória ao uso da EPO em pacientes com doença renal crônica dialítica, a saturação de transferrina (ISAT) e níveis de ferritina devem estar, respectivamente, acima de:
Para EPO eficaz em DRC dialítica, ISAT >20% e Ferritina >100ng/ml; se abaixo, repor ferro IV.
A resposta à eritropoetina em pacientes com doença renal crônica dialítica é otimizada quando as reservas de ferro estão adequadas. Níveis de ISAT >20% e ferritina >100 ng/ml são os alvos mínimos. A reposição de ferro, preferencialmente intravenosa, é essencial para corrigir a deficiência e garantir a eficácia da EPO.
A anemia é uma complicação quase universal e significativa da doença renal crônica (DRC), especialmente em pacientes em diálise. Ela contribui para a morbidade, mortalidade e piora da qualidade de vida. A principal causa é a deficiência de eritropoetina endógena, mas a deficiência de ferro é um fator crucial que impede a resposta adequada à terapia com agentes estimuladores da eritropoese (AEE), como a eritropoetina recombinante. A deficiência de ferro em pacientes com DRC pode ser absoluta (estoques baixos) ou funcional (estoques adequados, mas indisponíveis para a eritropoiese devido à inflamação crônica). Para otimizar a resposta à EPO, é imperativo que as reservas de ferro estejam adequadas. Os parâmetros-chave para avaliar o status do ferro são a saturação de transferrina (ISAT) e a ferritina sérica. As diretrizes atuais recomendam que, para pacientes em diálise recebendo EPO, a ISAT esteja acima de 20% e a ferritina acima de 100 ng/ml. Se esses valores estiverem abaixo, a reposição de ferro deve ser iniciada, preferencialmente por via intravenosa, devido à sua maior eficácia e biodisponibilidade em comparação com a via oral em pacientes com DRC dialítica. A correção da deficiência de ferro pode reduzir a dose necessária de EPO, diminuindo custos e potenciais efeitos adversos.
A deficiência de ferro é a principal causa de resistência à eritropoetina. Avaliar e otimizar as reservas de ferro antes ou concomitantemente ao início da EPO garante uma resposta terapêutica mais eficaz e reduz a dose necessária do medicamento.
As diretrizes recomendam manter a ISAT acima de 20% (idealmente 20-50%) e a ferritina acima de 100 ng/ml (idealmente 200-500 ng/ml) para otimizar a resposta à EPO.
A reposição de ferro intravenoso é preferível devido à melhor absorção em pacientes com DRC (que frequentemente têm inflamação e má absorção intestinal), à maior eficácia em repor rapidamente as reservas e à conveniência durante as sessões de diálise.
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