Anemia na Doença Renal Crônica: Fisiopatologia e Características

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente procura atendimento por queixa de fraqueza persistente. Faz acompanhamento com a Nefrología com uma DRC dialítica. Na avaliação de anemia da insuficiência renal crônica, analise as afirmativas a seguir: I. Na uremia grave, os eritrócitos apresentam anomalias como células com espículas irregulares (acantócitos) e burr cells (equinócitos). II. A anemia normalmente é normocítica normocrômica. III. A causa da anemia é multifatorial, mas a causa preponderante está relacionada à diminuição da síntese de eritropoietina. IV. É hiperproliferativa, com aumento da produção de reticulócitos. Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas

  1. A) I, II e IV.
  2. B) II, III e IV.
  3. C) I, II e III.
  4. D) I, III e IV.

Pérola Clínica

Anemia DRC = normocítica normocrômica, hipoproliferativa, ↓ eritropoietina, acantócitos/equinócitos na uremia.

Resumo-Chave

A anemia na DRC é tipicamente normocítica normocrômica e hipoproliferativa, causada principalmente pela deficiência de eritropoietina. A uremia grave pode causar alterações morfológicas nos eritrócitos, como acantócitos e equinócitos.

Contexto Educacional

A anemia é uma complicação comum e significativa da Doença Renal Crônica (DRC), afetando a qualidade de vida e aumentando a morbimortalidade dos pacientes. Sua fisiopatologia é multifatorial, mas a causa preponderante é a diminuição da síntese renal de eritropoietina (EPO), um hormônio produzido pelos rins que estimula a eritropoiese na medula óssea. Com a progressão da DRC, a capacidade renal de produzir EPO diminui, levando a uma produção inadequada de glóbulos vermelhos. Clinicamente, a anemia da DRC é tipicamente normocítica e normocrômica, o que significa que os glóbulos vermelhos têm tamanho e coloração normais, mas estão em número reduzido. Além disso, é uma anemia hipoproliferativa, caracterizada por uma resposta reticulocitária inadequada (contagem de reticulócitos baixa ou normal para o grau de anemia), refletindo a falha da medula óssea em compensar a deficiência de EPO. Outros fatores que contribuem para a anemia incluem deficiência de ferro (devido a perdas sanguíneas, má absorção), inflamação crônica, deficiências nutricionais e o efeito supressor das toxinas urêmicas na medula óssea. Na uremia grave, as toxinas acumuladas podem causar alterações morfológicas nos eritrócitos, como a formação de acantócitos (células com espículas irregulares) e equinócitos (burr cells), que são visualizadas no esfregaço de sangue periférico. O tratamento da anemia na DRC envolve a reposição de ferro, agentes estimuladores da eritropoiese (como EPO recombinante) e, em alguns casos, transfusões sanguíneas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa da anemia na DRC?

A principal causa é a diminuição da síntese renal de eritropoietina, um hormônio essencial para a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea.

Como a uremia afeta os eritrócitos?

Na uremia grave, as toxinas urêmicas podem causar alterações morfológicas nos eritrócitos, levando à formação de acantócitos (células com espículas irregulares) e equinócitos (burr cells), além de diminuir sua vida útil.

Por que a anemia da DRC é considerada hipoproliferativa?

É hipoproliferativa porque a medula óssea não consegue produzir glóbulos vermelhos em quantidade suficiente, devido à deficiência de eritropoietina e outros fatores, resultando em contagem de reticulócitos baixa ou inapropriadamente normal.

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