AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Sr. Nivaldo, 72 anos, DM II e HAS de longa data consultou com médico de família por conta de meses de hiporexia e repulsa a proteína de origem animal. Antes, um entusiasta de churrasco, já não podia nem ouvir falar no assunto. Também percebeu estar mais edemaciado e o diurético que fazia uso não dava mais conta de controlar o inchaço. Exames mostraram ureia 210 mg/dL, creatinina 6,2mg/dL, potássio sérico 6,4mmol/L e hemoglobina 8,2g/dL. Ultrassonografia de aparelho urinário evidenciou sinais de doença renal crônica. Encaminhado ao nefrologista que, constatando DRC em estadio terminal, indicou hemodiálise. De forma inocente, Sr. Nivaldo acreditando que a hemodiálise isoladamente resolveria todos seus problemas, não fez uso de qualquer farmacoterapia que o nefrologista indicou. Das alterações que apresentava antes de iniciar as sessões de hemodiálise, qual provavelmente não melhorou após o tratamento dialítico?
Anemia da DRC é primariamente por deficiência de eritropoetina, não melhora com hemodiálise isolada.
A anemia na Doença Renal Crônica é multifatorial, mas a principal causa é a deficiência de eritropoetina, hormônio produzido pelos rins. A hemodiálise remove toxinas urêmicas e excesso de volume, mas não repõe a eritropoetina, portanto, a anemia não melhora significativamente apenas com as sessões dialíticas.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que leva à perda da função renal. Pacientes com DRC em estágio terminal (DRCT) desenvolvem uma série de complicações sistêmicas devido ao acúmulo de toxinas urêmicas e à perda das funções endócrinas renais. A hemodiálise é uma terapia vital que substitui parcialmente a função renal, removendo solutos e excesso de volume, mas não todas as funções renais. As manifestações clínicas da uremia, como hiporexia, repulsa a proteínas, náuseas, vômitos, fadiga e edema, são geralmente bem controladas com o início da hemodiálise. A diálise é eficaz na remoção de ureia, creatinina e na correção de distúrbios eletrolíticos, como a hipercalemia, e no controle da sobrecarga de volume. No entanto, a anemia da DRC, que é uma complicação quase universal, não é corrigida pela hemodiálise isoladamente. A anemia na DRC é primariamente causada pela deficiência de eritropoetina, um hormônio produzido pelos rins que estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos. Os rins doentes perdem essa capacidade. Embora a hemodiálise melhore o estado geral do paciente e reduza algumas toxinas que podem inibir a eritropoiese, ela não repõe a eritropoetina. Portanto, o tratamento da anemia da DRC requer a administração de agentes estimuladores da eritropoiese (AEE) e suplementação de ferro, além da diálise para outras complicações.
A principal causa da anemia na DRC é a deficiência de eritropoetina, um hormônio produzido pelos rins que estimula a produção de glóbulos vermelhos. Outras causas incluem deficiência de ferro, inflamação crônica, perda sanguínea (gastrointestinal ou durante a diálise) e encurtamento da vida útil dos eritrócitos.
A hemodiálise é altamente eficaz na remoção de toxinas urêmicas, como ureia e creatinina, e no controle dos eletrólitos, como o potássio. Pacientes com hipercalemia grave, como o Sr. Nivaldo, terão seus níveis de potássio normalizados após as sessões de diálise.
O tratamento da anemia da DRC envolve a administração de agentes estimuladores da eritropoiese (AEE), como a eritropoetina recombinante, e a suplementação de ferro (oral ou intravenosa) para garantir estoques adequados. O controle da inflamação e a minimização de perdas sanguíneas também são importantes.
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