SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Sobre a reposição de ferro na anemia associada a doença renal crônica (DRC), marque a opção ERRADA:
Deficiência absoluta de ferro em DRC (não dialítica/DP) = Ferritina < 100 ng/mL OU TSAT < 20%.
A avaliação da deficiência de ferro em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) é crucial para o manejo da anemia, especialmente em uso de agentes estimuladores da eritropoiese (AEE). Os critérios para deficiência de ferro variam conforme o estágio da DRC e o tipo de tratamento (conservador, diálise peritoneal ou hemodiálise), sendo a saturação de transferrina (TSAT) e a ferritina os principais marcadores.
A anemia é uma complicação comum e significativa da Doença Renal Crônica (DRC), impactando a qualidade de vida e aumentando a morbimortalidade. Sua prevalência aumenta com a progressão da doença, sendo multifatorial, mas a deficiência de ferro é a causa mais frequente e tratável. O manejo adequado da anemia na DRC é um pilar fundamental no tratamento desses pacientes, exigindo um entendimento aprofundado dos critérios diagnósticos e das opções terapêuticas. A fisiopatologia da anemia na DRC envolve principalmente a produção inadequada de eritropoetina pelos rins doentes e a deficiência de ferro, que pode ser absoluta ou funcional. A deficiência funcional de ferro é caracterizada por estoques adequados, mas com ferro indisponível para a eritropoiese, muitas vezes devido à inflamação crônica e elevação da hepticidina. O diagnóstico preciso da deficiência de ferro é feito pela avaliação da ferritina sérica e da saturação da transferrina (TSAT), com valores de corte específicos para diferentes estágios da DRC e modalidades de diálise. O tratamento da anemia na DRC geralmente envolve a reposição de ferro, preferencialmente por via intravenosa em muitos casos, e o uso de agentes estimuladores da eritropoiese (AEE), como a alfaepoetina. A manutenção de estoques adequados de ferro é crucial para otimizar a resposta aos AEE. É importante monitorar os níveis de hemoglobina, ferritina e TSAT regularmente para ajustar as doses de ferro e AEE, evitando tanto a deficiência quanto a sobrecarga de ferro, que pode ter efeitos deletérios.
Para pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em tratamento conservador ou em diálise peritoneal, a deficiência absoluta de ferro é diagnosticada com ferritina sérica inferior a 100 ng/mL ou saturação de transferrina (TSAT) inferior a 20%.
A hepticidina é um peptídeo regulador do metabolismo do ferro, frequentemente elevado em pacientes com DRC e estados inflamatórios. Níveis altos de hepticidina bloqueiam a liberação de ferro dos macrófagos e enterócitos, contribuindo para a anemia funcional de ferro e a resistência aos agentes estimuladores da eritropoiese.
Os objetivos incluem manter os níveis de hemoglobina entre 10 e 12 g/dL, ferritina sérica entre 200 e 500 ng/mL, e saturação da transferrina entre 20% e 30%. Esses alvos visam otimizar a resposta à alfaepoetina e evitar sobrecarga de ferro.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo