CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Em relação a anemia da doença renal crônica, podemos afirmar que:I - O sulfato ferroso é iniciado se ferritina menor que 100 mg/ml ou saturação de transferrima abaixo 20% na DRC.II - A eritropoetina é iniciada se taxa de filtração glomerular menor que 60 ml/kg/1,73m2 e hemoglobina menor que 10 mg/dl.III - A meta da hemoglobina com uso de eritropoetina é 11mg/dl.Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões)?
Anemia na DRC: Ferritina <100 ou Sat. Transferrina <20% → Ferro; Hb <10 e TFG <60 → Eritropoetina; Meta Hb = 11.
O manejo da anemia na DRC envolve correção da deficiência de ferro antes da eritropoetina. A eritropoetina é indicada para pacientes com TFG reduzida e hemoglobina abaixo de 10 g/dL, com uma meta de hemoglobina de 11 g/dL para evitar riscos cardiovasculares.
A anemia é uma complicação comum e importante da Doença Renal Crônica (DRC), afetando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes. Sua prevalência aumenta com a progressão da doença renal, sendo multifatorial, mas principalmente devido à deficiência de eritropoetina, à deficiência de ferro e à inflamação crônica. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais para a prática clínica. A fisiopatologia central envolve a diminuição da produção renal de eritropoetina, hormônio essencial para a eritropoiese. Além disso, a inflamação crônica na DRC leva a um bloqueio na utilização do ferro, mesmo com estoques adequados, e a perdas sanguíneas gastrointestinais podem agravar a deficiência de ferro. O diagnóstico baseia-se na hemoglobina e na avaliação dos estoques de ferro (ferritina e saturação de transferrina). O tratamento visa corrigir a deficiência de ferro e, se necessário, estimular a eritropoiese com agentes estimuladores da eritropoiese (AEEs), como a eritropoetina. A suplementação de ferro é a primeira linha, seguida pelos AEEs se a hemoglobina persistir baixa. A meta de hemoglobina deve ser individualizada, mas geralmente se busca um nível entre 10-11,5 g/dL para evitar riscos cardiovasculares associados a níveis muito elevados.
A terapia com ferro é iniciada se a ferritina sérica for menor que 100 ng/mL ou a saturação de transferrina for inferior a 20% em pacientes com Doença Renal Crônica.
A eritropoetina é indicada para pacientes com Doença Renal Crônica que apresentam taxa de filtração glomerular menor que 60 mL/min/1,73m² e níveis de hemoglobina abaixo de 10 g/dL.
A meta de hemoglobina para pacientes com Doença Renal Crônica em tratamento com eritropoetina é de aproximadamente 11 g/dL, visando otimizar a qualidade de vida e evitar riscos.
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