CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Sobre a insuficiência renal crônica (IRC), analise as afirmações e assinale a correta:
IRC → ↓ produção de eritropoietina renal = anemia normocítica e normocrômica, um marco da doença.
A anemia é uma complicação precoce e universal da Insuficiência Renal Crônica (IRC), causada primariamente pela falha dos rins em produzir eritropoietina (EPO). O tratamento visa corrigir deficiências de ferro e, subsequentemente, repor EPO para estimular a medula óssea.
A Insuficiência Renal Crônica (IRC), ou Doença Renal Crônica (DRC), é uma condição de perda progressiva e irreversível da função renal. Uma de suas complicações mais prevalentes e precoces é a anemia, que contribui significativamente para a fadiga, diminuição da qualidade de vida e aumento do risco cardiovascular nesses pacientes. A principal causa da anemia na IRC é a produção deficiente de eritropoietina (EPO), um hormônio produzido pelas células peritubulares renais que estimula a eritropoiese na medula óssea. Com a progressão da doença renal, a capacidade de produção de EPO diminui, resultando em uma anemia tipicamente normocítica e normocrômica. Fatores adicionais como deficiência de ferro, inflamação crônica, vida útil reduzida das hemácias e perdas sanguíneas (especialmente em pacientes em hemodiálise) também contribuem. O manejo da anemia na IRC é multifacetado. A primeira etapa é sempre avaliar e corrigir os estoques de ferro, pois a terapia com EPO é ineficaz na presença de ferropenia. Uma vez que os níveis de ferro estejam adequados, o pilar do tratamento é a administração de agentes estimuladores da eritropoiese (AEE), como a eritropoietina recombinante humana. O objetivo é manter os níveis de hemoglobina em uma faixa que alivie os sintomas e evite a necessidade de transfusões sanguíneas, geralmente entre 10 e 11,5 g/dL, para não aumentar os riscos trombóticos.
É tipicamente uma anemia normocítica e normocrômica, com contagem de reticulócitos baixa, refletindo uma produção inadequada de hemácias. Sua gravidade geralmente se correlaciona com o grau de disfunção renal, tornando-se clinicamente significativa quando a TFG cai abaixo de 60 mL/min/1,73m².
O tratamento inicial foca na exclusão e correção de outras causas, principalmente a deficiência de ferro (absoluta ou funcional), que é muito prevalente. Se a anemia persistir após a reposição de ferro, a terapia com agentes estimuladores da eritropoiese é indicada.
Outras complicações importantes incluem o distúrbio mineral e ósseo (hiperfosfatemia, hipocalcemia, hiperparatireoidismo secundário), acidose metabólica, hipercalemia, hipertensão arterial sistêmica e sobrecarga de volume.
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