UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Homem de 55 anos procura atendimento médico no Ambulatório Araújo Lima, informa que tem se sentido mal, relata astenia, às vezes, soluços, "tique nervoso", e que ao escrever sente sua mão tremendo. Trouxe Hemograma com Hto 26% e Hb 6,8. Sua urina é "normal". É diabético há 15 anos. Que/quais exames poderiam ser solicitados na sua investigação?
Anemia + sintomas neurológicos + diabetes crônico → Investigar IRC e causas de anemia.
O paciente apresenta anemia importante (Hb 6,8) e sintomas inespecíficos que podem estar relacionados a complicações do diabetes, como insuficiência renal crônica (IRC) e neuropatia. A investigação deve incluir a função renal, eletrólitos, e uma avaliação completa da anemia para determinar sua etiologia.
A anemia é uma complicação comum e muitas vezes subestimada em pacientes com diabetes mellitus de longa data, especialmente na presença de nefropatia diabética, que pode evoluir para insuficiência renal crônica (IRC). A investigação de um paciente diabético com anemia e sintomas sistêmicos inespecíficos, como astenia, soluços e tremores, deve ser abrangente, visando identificar a causa da anemia e possíveis complicações do diabetes. A fisiopatologia da anemia na IRC envolve principalmente a diminuição da produção de eritropoetina pelos rins doentes, além de inflamação crônica, deficiência de ferro e encurtamento da vida útil dos eritrócitos. O diagnóstico diferencial da anemia em diabéticos é amplo, incluindo deficiência de ferro, deficiência de vitamina B12/folato, anemia de doença crônica e anemia associada à IRC. A avaliação inicial deve incluir hemograma completo, reticulócitos, VCM, estudo do ferro, função renal (ureia, creatinina, eletrólitos) e um exame de urina (EAS) para avaliar proteinúria e hematúria, além de uma ultrassonografia renal para avaliar a morfologia dos rins. O tratamento da anemia em diabéticos com IRC envolve a correção da deficiência de ferro, se presente, e, em muitos casos, a administração de agentes estimuladores da eritropoiese (AEEs). O controle glicêmico rigoroso e o manejo da pressão arterial são fundamentais para retardar a progressão da nefropatia e suas complicações. A abordagem multidisciplinar é essencial para otimizar o prognóstico desses pacientes.
A IRC em diabéticos pode se manifestar com astenia, náuseas, vômitos, edema, prurido, e sintomas neurológicos como tremores e soluços, além de anemia.
A anemia na IRC é multifatorial, incluindo deficiência de eritropoetina, inflamação crônica, deficiência de ferro e encurtamento da vida útil das hemácias. O diabetes agrava o risco de nefropatia.
Além do hemograma completo, são cruciais exames de função renal (ureia, creatinina), eletrólitos (sódio, potássio), estudo do ferro (ferritina, saturação de transferrina), reticulócitos e VCM para classificar a anemia, e ultrassonografia renal para avaliar a estrutura dos rins.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo