SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Mulher, 34 anos de idade, previamente hígida, é admitida em hospital terciário com história de fadiga progressiva, sangramentos gengivais frequentes e petéquias em membros inferiores nos últimos 2 meses. Exames laboratoriais mostram hemoglobina: 7,2 g/dL, plaquetas: 15.000/mm³ e leucócitos: 1.500/mm³, com neutrófilos: 400/mm³. A biópsia de medula óssea revela hipocelularidade severa, com ausência de displasia ou infiltração anormal. A paciente não tem história familiar de distúrbios hematológicos e nunca foi exposta a drogas mielotóxicas.\n\nDiante do caso, indique o diagnóstico mais provável:
Pancitopenia + Medula hipocelular (<25%) sem infiltração ou displasia = Anemia Aplástica.
A anemia aplástica idiopática é uma síndrome de falência medular caracterizada pela substituição do tecido hematopoiético por gordura, resultando em pancitopenia grave.
A anemia aplástica é uma condição rara e potencialmente fatal onde a medula óssea para de produzir células sanguíneas suficientes. A etiologia idiopática é a mais comum, acreditando-se em um mecanismo autoimune onde linfócitos T atacam as células-tronco hematopoiéticas.\n\nO quadro clínico é dominado pela síndrome anêmica (fadiga), plaquetopenia (sangramentos e petéquias) e neutropenia (infecções de repetição). O diagnóstico diferencial deve incluir hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), síndromes mielodisplásicas e infiltração medular por neoplasias.
Os critérios de Camitta definem gravidade como: celularidade da medula óssea <25% associada a pelo menos dois dos seguintes: neutrófilos <500/mm³, plaquetas <20.000/mm³ ou reticulócitos corrigidos <1% (ou <60.000/mm³).
Em um paciente jovem com pancitopenia severa e biópsia de medula óssea mostrando hipocelularidade sem células anormais (blastos) ou fibras (fibrose), a principal hipótese é Anemia Aplástica Grave Idiopática, após excluir causas secundárias como drogas ou vírus.
Para pacientes jovens (<40 anos) com doador compatível, o Transplante de Medula Ósseas (TMO) alogênico é o tratamento de escolha. Para pacientes mais velhos ou sem doador, utiliza-se terapia imunossupressora com Globulina Antitimócito (ATG) e Ciclosporina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo