HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Mulher, 34 anos, deseja iniciar contracepção com anel vaginal hormonal. Teve um filho de parto vaginal há 4 anos e tem IMC 24 Kg/m². Assinale a alternativa correta em relação ao uso desse método contraceptivo neste caso.
Anel vaginal hormonal: não precisa ser retirado para relação sexual; uso contínuo por 3 semanas, pausa de 1 semana.
O anel vaginal hormonal é um método contraceptivo combinado que libera estrogênio e progestagênio. Ele é inserido pela própria mulher e pode permanecer na vagina durante a relação sexual sem comprometer sua eficácia ou conforto.
O anel vaginal hormonal é uma opção contraceptiva combinada que oferece conveniência e alta eficácia para mulheres que buscam um método discreto e de fácil manejo. Ele libera continuamente estrogênio e progestagênio, inibindo a ovulação, alterando o muco cervical e o endométrio. Sua inserção é simples e realizada pela própria paciente, permanecendo na vagina por três semanas, seguido de uma semana de pausa. Uma das principais dúvidas e pontos de educação para pacientes e residentes é a questão da relação sexual. O anel vaginal é projetado para permanecer no local durante o coito, sem causar desconforto para a maioria dos casais e sem comprometer sua eficácia. A retirada do anel para a relação sexual não é necessária e pode, inclusive, levar ao esquecimento de reinserção, diminuindo a proteção contraceptiva. É importante orientar as pacientes sobre a correta inserção, remoção e descarte do anel, além de discutir as contraindicações e efeitos adversos potenciais, que são similares aos de outros contraceptivos hormonais combinados. A escolha do método deve ser individualizada, considerando o perfil da paciente, suas preferências e histórico de saúde.
O anel é inserido pela própria mulher na vagina, onde permanece por três semanas consecutivas. Após esse período, é retirado para uma pausa de uma semana, durante a qual ocorre a menstruação, e um novo anel é inserido.
As vantagens incluem a conveniência de não precisar de administração diária, menor risco de esquecimento, liberação hormonal contínua e a possibilidade de não ser percebido durante a relação sexual. Além disso, a absorção é mais constante, evitando picos e vales hormonais.
As contraindicações são semelhantes às de outros contraceptivos hormonais combinados, incluindo histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, doença cardiovascular grave, enxaqueca com aura, câncer de mama, doença hepática grave e tabagismo em mulheres com mais de 35 anos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo