HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2023
Mulher, 26 anos de idade, primípara, vem ao consultório do ginecologista para exames de rotina, desejando a troca de método contraceptivo. Exames laboratoriais gerais, atuais, sem alterações. Ultrassom de Abdome do último mês evidenciou adenoma hepático de 2,7cm. Última colpocitologia oncótica, realizada há 6 meses, apresentou atipia de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US). Ultrassonografia transvaginal recente sem alterações.No momento, a paciente vem em uso de anel vaginal. Sobre esse método é correto afirmar que
Anel vaginal = Combinado (21 dias uso + 7 pausa). Adenoma hepático = Categoria 4 (Contraindicado).
O anel vaginal é um método hormonal combinado (estrogênio + progestágeno) que deve ser utilizado por 21 dias seguidos de uma pausa de 7 dias para sangramento privativo.
O anel vaginal (NuvaRing) é uma opção de contracepção de curta duração que oferece excelente controle de ciclo e conveniência, pois não exige administração diária. Sua absorção é vaginal, evitando o metabolismo de primeira passagem hepática inicial, embora os níveis sistêmicos de estrogênio ainda imponham restrições em pacientes com hepatopatias graves ou tumores hepáticos. Na prática clínica, é fundamental revisar os critérios de elegibilidade da OMS antes da prescrição. Para a paciente do caso, apesar de o anel ser usado por 21 dias (correto conforme alternativa B), ela possui um adenoma hepático de 2,7cm, o que torna o método contraindicado. O conhecimento das categorias da OMS (1 a 4) é essencial para a segurança da prescrição contraceptiva em residentes e especialistas.
O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal combinado, contendo geralmente etinilestradiol e etonogestrel. Ele é inserido pela própria paciente e permanece na vagina por 21 dias consecutivos, liberando doses constantes de hormônios que inibem a ovulação. Após esse período, o anel deve ser removido, iniciando-se uma pausa de 7 dias, durante a qual ocorre o sangramento por privação hormonal. Um novo anel deve ser inserido exatamente após o término da pausa de 7 dias para manter a eficácia contraceptiva.
De acordo com os Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS, a presença de tumores hepáticos, como o adenoma hepático, classifica o uso de contraceptivos hormonais combinados (incluindo o anel vaginal) como Categoria 4 (risco inaceitável à saúde). O estrogênio presente no método pode estimular o crescimento do adenoma e aumentar o risco de ruptura ou transformação maligna, embora este último seja raro. Nesses casos, deve-se optar por métodos não hormonais ou, em situações específicas, métodos de progestágeno isolado (Categoria 3 ou 2 dependendo da gravidade).
Não, o achado de atipia de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US) na colpocitologia oncótica não é uma contraindicação para o uso de métodos contraceptivos hormonais ou mecânicos (como o DIU). O ASC-US requer seguimento citológico ou teste de HPV dependendo da idade da paciente, mas não altera a categoria de elegibilidade para contracepção. A paciente do caso apresenta uma patologia cervical benigna/indeterminada que não impede o uso do anel, sendo o adenoma hepático o verdadeiro limitador.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo