UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Um profissional está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, como médico pediatra do PSF. O agente comunitário de saúde solicita que ele faça uma palestra sobre verminose numa escola da comunidade, onde há vários casos de ancilostomíase. Pede que maior foco seja dado às complicações, para sensibilizar a adesão ao tratamento. Durante a palestra deve-se ressaltar que uma complicação importante deste parasita é:
Ancilostomíase → anemia ferropriva e hipoproteinemia por perda sanguínea crônica e desnutrição.
A ancilostomíase, causada por parasitas como Necator americanus e Ancylostoma duodenale, é uma verminose intestinal que se alimenta de sangue e tecidos do hospedeiro. Sua principal complicação, especialmente em crianças, é a anemia ferropriva e a hipoproteinemia, resultantes da perda crônica de sangue e da má absorção de nutrientes.
A ancilostomíase, popularmente conhecida como "amarelão", é uma helmintíase intestinal causada principalmente por Necator americanus e Ancylostoma duodenale. É uma doença de grande relevância em saúde pública, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente, afetando milhões de pessoas globalmente, com alta prevalência em crianças e gestantes. A fisiopatologia da ancilostomíase envolve a penetração das larvas filariformes pela pele, migração para os pulmões e, posteriormente, para o intestino delgado, onde os vermes adultos se fixam na mucosa. Eles se alimentam de sangue e tecidos, liberando substâncias anticoagulantes e causando perda sanguínea crônica. O diagnóstico é feito pela identificação de ovos nas fezes (exame parasitológico de fezes). A complicação mais grave e comum da ancilostomíase é a anemia ferropriva, que pode ser severa e levar a atraso no crescimento e desenvolvimento cognitivo em crianças, além de hipoproteinemia, que contribui para a desnutrição. O tratamento consiste em anti-helmínticos e, quando necessário, suplementação de ferro. A prevenção envolve saneamento básico, higiene pessoal e uso de calçados.
Os sintomas podem variar de assintomáticos a manifestações gastrointestinais como dor abdominal, diarreia, náuseas, e sintomas sistêmicos como fadiga, palidez e dispneia devido à anemia.
Os ancilostomídeos se fixam na mucosa intestinal e se alimentam de sangue, causando perda sanguínea crônica. Essa perda, somada à má absorção de nutrientes, leva à anemia ferropriva e hipoproteinemia.
O tratamento é feito com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol. Em casos de anemia grave, pode ser necessária a suplementação de ferro e, em situações extremas, transfusão sanguínea.
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