Ancilostomíase: Diagnóstico, Tratamento e Controle de Cura

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021

Enunciado

Uma menina de quatro anos de idade, que mora na área rural, foi levada à consulta com o médico de família, por apresentar dor abdominal, tosse expectorativa e falta de ar há cerca de uma semana. Ao exame físico, o médico observou lesão cutânea serpiginosa eritematocrostosa no pé direito, em fase de cicatrização. A mãe informou que a lesão aparecera há, aproximadamente, quinze dias e era muito pruriginosa. O médico perguntou sobre os hábitos da paciente e sobre o ambiente e a mãe informou que a criança tinha o costume de brincar descalça ao ar livre e que a moradia carecia de instalação sanitária. O hemograma solicitado demonstrou eosinófilos de 18%.Com base nesse caso hipotético, julgue o item.O controle de cura é recomendado no 7.º, no 14.º e no 21.º dia após o fim do tratamento.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Ancilostomíase com manifestações cutâneas e pulmonares → controle de cura parasitológico 7, 14 e 21 dias pós-tratamento.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro sugestivo de ancilostomíase, com larva migrans cutânea e síndrome de Loeffler (manifestações pulmonares e eosinofilia). O controle de cura para parasitoses intestinais, especialmente após tratamento de infecções helmínticas, é fundamental e geralmente envolve a repetição de exames parasitológicos de fezes em intervalos específicos para confirmar a erradicação do parasita.

Contexto Educacional

A ancilostomíase, causada principalmente por Ancylostoma duodenale e Necator americanus, é uma helmintíase intestinal comum em áreas rurais com saneamento básico deficiente. A infecção ocorre pela penetração cutânea das larvas filariformes presentes no solo contaminado, geralmente nos pés descalços. O ciclo de vida do parasita envolve a migração das larvas pelos pulmões, causando a Síndrome de Loeffler (tosse, dispneia, eosinofilia), e posterior maturação no intestino, onde os vermes adultos se fixam e se alimentam de sangue, podendo levar à anemia ferropriva crônica, dor abdominal e diarreia. O diagnóstico é feito pela identificação dos ovos nas fezes (exame parasitológico de fezes - EPF) e pela clínica, que pode incluir a larva migrans cutânea (lesão eritematosa, pruriginosa e serpiginosa no local de penetração). A eosinofilia periférica é um achado laboratorial comum. O tratamento de escolha é com anti-helmínticos como Albendazol ou Mebendazol, que são eficazes contra os vermes adultos no intestino. Após o tratamento, o controle de cura é uma etapa fundamental para confirmar a erradicação do parasita e monitorar a eficácia terapêutica. Recomenda-se a realização de exames parasitológicos de fezes seriados, geralmente no 7º, 14º e 21º dia após o término do tratamento, para assegurar que não há mais ovos sendo eliminados. Essa prática é essencial para a saúde individual e para o controle epidemiológico da doença em comunidades.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da ancilostomíase?

A ancilostomíase pode causar larva migrans cutânea (lesão serpiginosa pruriginosa), síndrome de Loeffler (tosse, dispneia, eosinofilia pulmonar) e, na fase intestinal, dor abdominal, diarreia e anemia ferropriva crônica.

Qual o tratamento de escolha para ancilostomíase?

O tratamento de escolha para ancilostomíase é geralmente o Albendazol (dose única de 400 mg) ou Mebendazol (100 mg 2x/dia por 3 dias ou 500 mg dose única), com boa eficácia.

Por que o controle de cura é importante na ancilostomíase e como é feito?

O controle de cura é crucial para confirmar a erradicação do parasita e evitar reinfecções. É realizado através de exames parasitológicos de fezes (EPF) seriados, tipicamente no 7º, 14º e 21º dia após o término do tratamento.

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