HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Internato rural, UBS em região carente e sem saneamento básico. Você atende uma criança de 5 anos com queixa de dores abdominais recorrentes de leve intensidade e não come bem. Ao exame físico: Palidez cutâneo mucosa, baixo peso. O abdome é pouco distendido e não há patoesplenomegalia. O hemograma revela uma hemoglobina de 8,2 g/dl. Além de considerar o déficit nutricional qual parasitose abaixo deve ser lembrada:
Criança em área carente com anemia ferropriva e dor abdominal → suspeitar ancilostomíase.
Em crianças de regiões com saneamento básico precário, a presença de anemia ferropriva (hemoglobina 8,2 g/dl), baixo peso e dores abdominais recorrentes é altamente sugestiva de ancilostomíase. Esta parasitose causa perda crônica de sangue no trato gastrointestinal, levando à anemia.
A ancilostomíase, popularmente conhecida como 'amarelão', é uma parasitose intestinal causada por nematódeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) que afeta milhões de pessoas globalmente, especialmente em regiões tropicais e subtropicais com saneamento básico deficiente. A transmissão ocorre principalmente pelo contato da pele com solo contaminado por larvas infectantes. Em crianças, a doença é uma causa importante de morbidade, manifestando-se com sintomas como dores abdominais recorrentes, inapetência, baixo peso e, classicamente, anemia ferropriva grave devido à perda crônica de sangue no intestino. A fisiopatologia da anemia na ancilostomíase é direta: os vermes adultos se fixam na parede do intestino delgado e se alimentam de sangue, causando sangramento contínuo. A palidez cutâneo-mucosa e a hemoglobina baixa (como 8,2 g/dl no caso) são achados comuns. O diagnóstico é confirmado pela identificação dos ovos do parasita no exame parasitológico de fezes. Em contextos de internato rural ou UBS em áreas carentes, a suspeita clínica deve ser alta diante de um quadro de anemia e desnutrição. O tratamento envolve a administração de anti-helmínticos, como albendazol ou mebendazol, e a suplementação de ferro para corrigir a anemia. Além do tratamento individual, medidas de saúde pública, como melhoria do saneamento básico, educação sanitária e uso de calçados, são cruciais para o controle e a prevenção da doença. Para residentes, compreender a epidemiologia, a clínica e o manejo da ancilostomíase é fundamental para a prática em áreas de alta prevalência e para a promoção da saúde infantil.
Os principais sintomas incluem dores abdominais, perda de apetite, baixo peso, palidez cutâneo-mucosa devido à anemia ferropriva e, em casos graves, geofagia e retardo no desenvolvimento.
Os parasitas adultos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) se fixam na mucosa intestinal e se alimentam de sangue, causando uma perda crônica que leva à deficiência de ferro e, consequentemente, à anemia ferropriva.
O diagnóstico é feito pela identificação de ovos nas fezes (exame parasitológico de fezes). O tratamento consiste em anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol, além da suplementação de ferro para corrigir a anemia.
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