CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020
Sobre a via lacrimal, é correto afirmar:
Canalículo comum → menor elasticidade que os canalículos superior e inferior.
A anatomia da via lacrimal é composta por canalículos com fibras elásticas, exceto no canalículo comum. O músculo de Horner (parte do orbicular) é o motor da bomba lacrimal, inervado pelo VII par.
O sistema de drenagem lacrimal começa nos pontos lacrimais, seguindo pelos canalículos superior e inferior, que se unem no canalículo comum em cerca de 90% das pessoas. A compreensão da anatomia fina, como a falta de elasticidade do canalículo comum e a inserção do músculo de Horner, é fundamental para diferenciar patologias obstrutivas funcionais de anatômicas. Na prática clínica, o conhecimento da inervação facial do sistema de bomba lacrimal explica por que pacientes com paralisia facial periférica (Paralisia de Bell) frequentemente apresentam epífora, mesmo sem obstrução mecânica da via. A falha na contração do músculo de Horner impede a sucção efetiva da lágrima para o saco lacrimal.
Diferente dos canalículos superior e inferior, o canalículo comum não possui as mesmas características elásticas proeminentes. Enquanto os canalículos individuais permitem certa distensão durante o processo de drenagem e sondagem, o canalículo comum é uma estrutura mais rígida antes de desembocar no saco lacrimal, o que é um detalhe anatômico relevante em procedimentos cirúrgicos e diagnósticos de obstrução.
O músculo de Horner, também conhecido como pars lacrimalis do músculo orbicular do olho, envolve os canalículos e auxilia no mecanismo de 'bomba lacrimal'. Ao contrair durante o piscar, ele cria uma pressão negativa que aspira a lágrima para dentro do sistema de drenagem. Sua inervação provém do nervo facial (VII par craniano), e não de nervos oculomotores, sendo essencial para a manutenção da superfície ocular.
Durante a fase descendente do piscar (fechamento palpebral), os pontos lacrimais movem-se medialmente para encontrar o lago lacrimal. Além disso, o ponto lacrimal superior é tipicamente mais medial que o inferior quando as pálpebras estão abertas, uma relação anatômica importante para a avaliação de ectrópio ou obstruções punctais.
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