HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Em relação à via aérea da criança podemos afirmar:
Via aérea pediátrica: Laringe funil, epiglote anterior/longa, língua grande, diafragma com fibras tipo II → ↑ fadiga.
A via aérea da criança apresenta diferenças anatômicas e fisiológicas significativas em relação ao adulto, que a tornam mais suscetível à fadiga respiratória e à obstrução. A predominância de fibras musculares tipo II no diafragma infantil contribui para essa maior propensão à fadiga.
A compreensão das particularidades da via aérea pediátrica é fundamental para qualquer profissional de saúde que atenda crianças, especialmente em situações de emergência. As diferenças anatômicas e fisiológicas tornam a criança mais vulnerável a problemas respiratórios e exigem abordagens específicas no manejo da via aérea. A laringe infantil, por exemplo, tem um formato de funil (ou cone), com a porção mais estreita ao nível do cricóide, ao contrário do adulto, onde a porção mais estreita é nas cordas vocais. A epiglote é mais longa, mais flexível e mais anteriorizada, o que pode dificultar a visualização das cordas vocais durante a laringoscopia. Outra característica importante é a língua proporcionalmente maior em relação à cavidade oral, que pode facilmente obstruir a via aérea em um paciente inconsciente. Além disso, a musculatura respiratória da criança, especialmente o diafragma, possui uma maior proporção de fibras musculares do tipo II (glicolíticas), que são mais rápidas, mas menos resistentes à fadiga, em comparação com as fibras tipo I (oxidativas) predominantes no adulto. Isso significa que a criança tem uma menor reserva para sustentar o esforço respiratório prolongado, tornando-a mais propensa à fadiga e à insuficiência respiratória. O pequeno diâmetro da via aérea também tem implicações críticas: um edema mínimo pode reduzir drasticamente a área de fluxo, aumentando exponencialmente a resistência e o trabalho respiratório. Portanto, o residente deve estar ciente dessas diferenças para realizar uma avaliação e manejo adequados da via aérea pediátrica, seja na intubação, ventilação ou no tratamento de doenças que causam insuficiência respiratória.
Na criança, a laringe tem formato de funil (cone), a epiglote é mais longa, mais flexível e mais anterior/superior, a língua é proporcionalmente maior em relação à cavidade oral, e a traqueia é mais curta e estreita. Essas características aumentam o risco de obstrução e dificultam a intubação.
As crianças têm uma predominância de fibras musculares tipo II (glicolíticas, de contração rápida, mas com baixa resistência à fadiga) no diafragma, em vez das fibras tipo I (oxidativas, resistentes à fadiga) mais presentes em adultos. Isso, combinado com uma maior taxa metabólica e menor reserva funcional, as torna mais suscetíveis à fadiga respiratória.
O diâmetro da via aérea da criança é menor, e qualquer grau de edema ou secreção tem um impacto desproporcionalmente maior na resistência ao fluxo aéreo (Lei de Poiseuille), aumentando significativamente o trabalho respiratório e a chance de insuficiência respiratória em condições como bronquiolite ou laringite.
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