SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
O acometimento da veia porta com adenomegalia satélite na neoplasia pancreática é considerado critério para paliação da doença, porém o cirurgião precisa ter conhecimento de toda a anatomia para definir a estratégia cirúrgica. Deste modo, a formação da veia porta que irá fornecer o principal aporte sanguíneo ao fígado é feita pela confluência:
Veia Porta = V. Mesentérica Superior + V. Esplênica (atrás do colo do pâncreas).
A veia porta é formada pela união da veia mesentérica superior e da veia esplênica, sendo responsável por cerca de 75% do aporte sanguíneo hepático.
A anatomia vascular do abdome superior é um pilar para a cirurgia oncológica hepatobiliopancreática. A veia porta é o componente central do sistema porta-hepático, drenando o sangue de todo o trato digestivo infradiafragmático (exceto a parte inferior do reto). Ela entra no fígado através do hilo hepático, dividindo-se em ramos direito e esquerdo. Em casos de neoplasia de pâncreas, a invasão da veia porta ou da veia mesentérica superior é um critério que define a ressecabilidade. O conhecimento preciso da confluência esplenomesentérica permite ao cirurgião planejar reconstruções vasculares complexas ou determinar a paliação quando o envolvimento circunferencial impede a obtenção de margens cirúrgicas livres de doença.
A veia porta se forma retroperitonealmente, atrás do colo do pâncreas, ao nível da segunda vértebra lombar (L2). Essa localização anatômica é crítica em cirurgias pancreáticas, como a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple), onde a dissecção da veia é um passo fundamental para determinar a ressecabilidade tumoral.
Na maioria dos indivíduos, a veia mesentérica inferior drena para a veia esplênica antes desta se unir à veia mesentérica superior. Em algumas variações anatômicas, ela pode drenar diretamente na junção das duas ou na própria veia mesentérica superior, mas classicamente não é considerada constituinte primária do tronco da porta.
A veia porta transporta sangue rico em nutrientes e hormônios (como insulina e glucagon) provenientes do trato gastrointestinal e pâncreas diretamente para o fígado. Apesar de ser sangue venoso, ele fornece cerca de 50% das necessidades de oxigênio do parênquima hepático devido ao seu alto volume de fluxo e pressão hidrostática.
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