Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Sobre a anatomia vascular abdominal, a veia mesentérica inferior desemboca diretamente em qual veia do sistema porta?
Veia Mesentérica Inferior (VMI) → drena na Veia Esplênica → que se une à Veia Mesentérica Superior (VMS) para formar a Veia Porta.
A veia mesentérica inferior (VMI) drena o cólon esquerdo, sigmoide e reto superior. Em sua configuração mais comum, ela desemboca na veia esplênica, que posteriormente se une à veia mesentérica superior para formar a veia porta hepática atrás do colo do pâncreas.
O sistema venoso porta hepático é responsável por drenar o sangue do trato gastrointestinal, do baço, do pâncreas e da vesícula biliar para o fígado antes que ele retorne à circulação sistêmica. Este sistema é formado pela união de três veias principais: a veia mesentérica superior (VMS), a veia mesentérica inferior (VMI) e a veia esplênica. A veia mesentérica inferior drena o sangue do cólon descendente, do cólon sigmoide e da porção superior do reto. Ela ascende no retroperitônio à esquerda da aorta e, em sua configuração anatômica mais frequente, passa por trás do pâncreas para se unir à veia esplênica. A veia esplênica, por sua vez, une-se à VMS (que drena o intestino delgado e o cólon direito) para formar a veia porta hepática. Essa junção é conhecida como confluência esplenomesentérica. O conhecimento preciso dessa anatomia é fundamental em diversas áreas médicas, especialmente na cirurgia abdominal e na radiologia intervencionista. Em procedimentos como colectomias, pancreatectomias ou no manejo da hipertensão portal, a identificação correta dessas estruturas vasculares é crucial para evitar hemorragias e outras complicações graves. Variações anatômicas são comuns e devem ser antecipadas durante o planejamento cirúrgico.
A veia porta hepática é formada pela confluência da veia mesentérica superior e da veia esplênica. Este ponto de união, conhecido como confluência esplenomesentérica, localiza-se posteriormente ao colo do pâncreas, ao nível da vértebra L1-L2.
Em colectomias esquerdas ou sigmoidectomias, a ligadura da artéria mesentérica inferior deve ser acompanhada da identificação e ligadura da veia correspondente. Conhecer sua trajetória e ponto de drenagem na veia esplênica é crucial para evitar lesões vasculares inadvertidas no retroperitônio e no pâncreas.
Sim. Embora a drenagem na veia esplênica seja a mais comum (cerca de 40% dos casos), a VMI pode drenar diretamente na veia mesentérica superior (cerca de 30%) ou na própria confluência esplenomesentérica (cerca de 30%). O conhecimento dessas variações é vital para o planejamento cirúrgico.
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