CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
A irrigação sanguínea da pálpebra é feita na maior parte dos casos por ramos da artéria:
Irrigação palpebral principal → Ramos da Artéria Oftálmica (Carótida Interna).
A pálpebra possui rica vascularização proveniente principalmente da artéria oftálmica, com anastomoses importantes da carótida externa via artéria facial.
A anatomia vascular da pálpebra é fundamental para cirurgiões e oftalmologistas. A artéria oftálmica, primeiro ramo da carótida interna após emergir do seio cavernoso, é a fonte primária. Ela dá origem às artérias palpebrais mediais e à artéria lacrimal (que origina as palpebrais laterais). Essas artérias formam os arcos marginais e periféricos que nutrem o tarso e os tecidos adjacentes. A compreensão dessa rede é vital para retalhos reconstrutivos e controle de sangramento intraoperatório.
As pálpebras possuem dois arcos principais: o arco marginal, localizado próximo à margem palpebral, e o arco periférico, localizado acima do tarso na pálpebra superior. Esses arcos são formados por anastomoses entre as artérias palpebrais mediais (ramos da artéria oftálmica) e as artérias palpebrais laterais (ramos da artéria lacrimal, também da oftálmica).
A pálpebra é um local clássico de anastomose entre os sistemas carotídeos. A artéria oftálmica (carótida interna) fornece os ramos palpebrais, enquanto a artéria facial, a artéria temporal superficial e a artéria infraorbital (carótida externa) contribuem para a rede vascular periférica, garantindo excelente cicatrização local.
Devido à sua extensa rede vascular e múltiplas anastomoses, as pálpebras apresentam uma capacidade regenerativa excepcional e resistência a infecções. No entanto, essa mesma característica predispõe a edemas significativos e equimoses exuberantes após traumas ou procedimentos cirúrgicos na região periorbitária.
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