MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Uma mulher de 34 anos é submetida a uma ooforectomia esquerda devido a um teratoma ovariano volumoso. Durante a dissecção do ligamento suspensor do ovário (infundíbulo-pélvico) para a ligadura dos vasos gonadais, a equipe cirúrgica deve isolar cuidadosamente o ureter para evitar uma lesão iatrogênica, dada a sua proximidade anatômica. Considerando as relações topográficas no retroperitônio e na transição para a pelve menor, qual é a disposição espacial correta do ureter em relação às estruturas vasculares nesse ponto crítico?
Na cirurgia pélvica, lembre-se: o ureter 'bebe' sob a artéria uterina, mas 'mergulha' sob os vasos gonadais e 'pula' sobre os vasos ilíacos.
O ureter é uma estrutura retroperitoneal vital com trajetos previsíveis, mas pontos críticos de risco cirúrgico. Na pelve feminina, ele desce medialmente aos vasos gonadais e cruza a artéria ilíaca comum em sua bifurcação. Durante procedimentos como a ooforectomia, a tração do ligamento suspensor do ovário aproxima os vasos gonadais do ureter, aumentando o risco de ligadura acidental ou lesão térmica. O conhecimento da regra do cruzamento (ureter posterior aos vasos gonadais e anterior aos ilíacos) é crucial para a segurança operatória. Além desse ponto, o ureter segue para a base do ligamento largo, passando sob a artéria uterina (water under the bridge), outro sítio clássico de lesão iatrogênica em histerectomias. A dissecção cuidadosa e a visualização direta são as melhores defesas contra complicações urológicas em cirurgias pélvicas complexas.
Geralmente cruza a bifurcação da ilíaca comum ou o início da ilíaca externa (lado direito) e a ilíaca comum (lado esquerdo).
O ureter desce aderido ao peritônio parietal, logo à frente do músculo psoas maior.
Porque ele passa apenas 1-2 cm lateralmente ao colo uterino, cruzando por baixo da artéria uterina.
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