SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Na colecistectomia, uma das referências anatômicas é o Triângulo de Calot. Esse espaço anatômico é delimitado
Triângulo de Calot: Ducto hepático comum (medial), ducto cístico (lateral) e borda inferior do fígado (superior). Contém a artéria cística.
O Triângulo de Calot (ou hepatocístico) é um marco anatômico crucial na colecistectomia para a identificação segura do ducto cístico e da artéria cística. Seus limites clássicos são o ducto hepático comum, o ducto cístico e a borda inferior do fígado. A dissecção cuidadosa nesta área, obtendo a 'visão crítica de segurança', é fundamental para prevenir lesões iatrogênicas da via biliar.
A colecistectomia, especialmente a videolaparoscópica, é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo. Apesar de ser considerada uma cirurgia de rotina, ela carrega o risco de uma complicação grave: a lesão iatrogênica da via biliar. O conhecimento profundo da anatomia da região, em especial do Triângulo de Calot, é a principal ferramenta para a prevenção dessa complicação. O Triângulo de Calot, também conhecido como triângulo hepatocístico, é um espaço anatômico fundamental para o cirurgião. Seus limites clássicos são: o ducto hepático comum (medialmente), o ducto cístico (lateralmente) e a borda inferior do fígado (superiormente). Dentro deste triângulo, encontram-se estruturas vitais, principalmente a artéria cística, que precisa ser identificada e ligada com segurança. Variações anatômicas são comuns nesta região, o que exige uma dissecção meticulosa e a não presunção da anatomia 'normal'. Para mitigar os riscos, foi desenvolvido o conceito de 'Visão Crítica de Segurança' de Strasberg. Trata-se de um passo cirúrgico obrigatório antes de clipar ou seccionar qualquer estrutura. Exige a dissecção completa do triângulo para isolar claramente as duas únicas estruturas que devem entrar na vesícula biliar: o ducto cístico e a artéria cística. Atingir essa visão de segurança é o padrão-ouro para uma colecistectomia segura e a melhor estratégia para evitar lesões que podem ter consequências devastadoras para o paciente.
Classicamente, o Triângulo de Calot é delimitado pelo ducto hepático comum (medialmente), o ducto cístico (lateralmente) e a borda inferior do fígado (superiormente). O conteúdo principal deste espaço é a artéria cística, além de linfonodos e tecido conjuntivo.
É um método para minimizar o risco de lesão biliar. Consiste em dissecar o triângulo hepatocístico até que apenas duas estruturas sejam vistas entrando na vesícula biliar: o ducto cístico e a artéria cística. Além disso, o leito da vesícula deve ser separado do fígado para confirmar que não há outras estruturas aderidas.
As variações perigosas incluem um ducto cístico curto ou ausente, a artéria hepática direita cruzando anteriormente ao ducto hepático comum (a 'lagarta corcunda'), ou um ducto hepático direito aberrante drenando para o ducto cístico ou vesícula. A não identificação dessas variações é uma causa comum de lesão iatrogênica grave.
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