CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
A fossa nasolacrimal é formada pelos seguintes ossos:
Fossa nasolacrimal = Osso Lacrimal (posterior) + Processo Frontal da Maxila (anterior).
A fossa do saco lacrimal é uma depressão óssea na parede medial da órbita formada pela união dos ossos lacrimal e maxilar.
A parede medial da órbita é composta por quatro ossos: maxilar, lacrimal, etmoide e esfenoide. A fossa nasolacrimal ocupa a porção mais anterior dessa parede. A transição entre o osso maxilar (mais espesso e resistente) e o osso lacrimal (mais fino e frágil) é um ponto de referência anatômico importante em cirurgias oculoplásticas. O duto nasolacrimal continua a partir da fossa, descendo através de um canal ósseo formado majoritariamente pela maxila, até desembocar no meato inferior do nariz. Compreender essa continuidade é essencial para diagnosticar obstruções das vias lacrimais e planejar intervenções cirúrgicas eficazes.
A fossa nasolacrimal é delimitada anteriormente pela crista lacrimal anterior, que faz parte do processo frontal do osso maxilar, e posteriormente pela crista lacrimal posterior, que pertence ao osso lacrimal. O assoalho da fossa é formado por ambos os ossos, que se unem na sutura lacrimomaxilar.
Ela abriga o saco lacrimal, a estrutura coletora do sistema de drenagem lacrimal. O conhecimento de sua anatomia é crucial para a realização da dacriocistorrinostomia (DCR), onde uma abertura óssea (osteotomia) é feita justamente nessa região para criar uma nova via de drenagem para a cavidade nasal.
Não diretamente da fossa do saco lacrimal. O osso etmoide (lâmina papirácea) situa-se logo atrás do osso lacrimal na parede medial da órbita. Durante uma cirurgia de DCR, células etmoidais anteriores podem ser encontradas medialmente à fossa, mas os ossos formadores da fossa propriamente dita são o lacrimal e o maxilar.
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