CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Quanto à anatomia do seio camerular, assinale a alternativa correta:
Vasos no ângulo são normais se radiais e não ultrapassarem o esporão escleral.
A identificação correta das estruturas do ângulo na gonioscopia é o pilar para diferenciar glaucomas de ângulo aberto, fechado e secundários.
O conhecimento detalhado do ângulo iridocorneano é essencial para a prática oftalmológica, especialmente no manejo do glaucoma. Durante a gonioscopia, a avaliação deve ser sistemática, identificando da frente para trás: linha de Schwalbe, malha trabecular (pigmentada ou não), esporão escleral e banda do corpo ciliar. Vasos sanguíneos podem estar presentes em cerca de 50% dos olhos normais, mas sua localização deve ser restrita à banda do corpo ciliar ou seguir um padrão radial; qualquer vaso que cruze o esporão em direção à malha trabecular deve levantar suspeita de patologia neovascular ou inflamatória.
A linha de Schwalbe é a estrutura mais anterior do ângulo iridocorneano e representa o término da membrana de Descemet da córnea. Na gonioscopia, aparece como uma linha opaca e brilhante. É o ponto de referência inicial para a identificação das demais estruturas, como a malha trabecular.
Vasos sanguíneos normais no ângulo geralmente têm orientação radial (no corpo ciliar) ou circular e não cruzam o esporão escleral em direção ao trabeculado. Já os neovasos (como no glaucoma neovascular) são finos, desordenados, ramificados e frequentemente cruzam o esporão, podendo formar membranas fibrovasculares.
O esporão escleral é o marco anatômico mais importante na gonioscopia. Ele aparece como uma linha branca e proeminente entre a malha trabecular (anterior) e a banda do corpo ciliar (posterior). Sua visualização confirma que o ângulo está aberto e serve como ponto de inserção para o músculo ciliar.
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