UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Com relação à anatomia do fígado, é correto afirmar que:
Fígado: 8 segmentos Couinaud. Variação comum: artéria hepática direita da AMS. Veia porta = veia esplênica + veia mesentérica superior.
A divisão de Couinaud classifica o fígado em 8 segmentos funcionais, não 7. Uma variação anatômica arterial comum e clinicamente relevante é a origem da artéria hepática direita a partir da artéria mesentérica superior. A veia porta é formada pela confluência da veia esplênica e da veia mesentérica superior.
A anatomia do fígado é complexa e de suma importância para cirurgiões, radiologistas e gastroenterologistas. A compreensão da divisão segmentar funcional de Couinaud é essencial, pois ela orienta as ressecções hepáticas e a localização de lesões. Essa classificação divide o fígado em 8 segmentos, cada um com sua própria vascularização portal, arterial e drenagem biliar, permitindo ressecções mais precisas e com menor perda de parênquima. Além da segmentação, o conhecimento da vascularização hepática é crucial. A veia porta, responsável por cerca de 75% do fluxo sanguíneo hepático, é formada pela confluência da veia esplênica e da veia mesentérica superior. A artéria hepática própria, ramo da artéria hepática comum, fornece o restante do fluxo arterial. As veias hepáticas (direita, média e esquerda) drenam o sangue do fígado para a veia cava inferior, sendo que as veias média e esquerda frequentemente se unem antes de drenar. As variações anatômicas, especialmente as arteriais, são muito comuns e devem ser conhecidas para evitar complicações em procedimentos cirúrgicos ou intervencionistas. A origem da artéria hepática direita a partir da artéria mesentérica superior é uma variação frequente (presente em 10-20% dos indivíduos) e pode ter implicações significativas em cirurgias pancreáticas ou hepáticas. O ducto hepático comum, por sua vez, geralmente tem um trajeto anterior à veia porta, e não posterior. O domínio desses detalhes anatômicos é fundamental para a segurança e eficácia dos procedimentos.
De acordo com a classificação de Couinaud, o fígado é dividido em 8 segmentos funcionais. Essa divisão é baseada na distribuição da veia porta, artéria hepática e ductos biliares, sendo fundamental para a cirurgia hepática e radiologia intervencionista.
A veia porta é formada predominantemente pela confluência da veia esplênica e da ve veia mesentérica superior, geralmente posterior ao colo do pâncreas. A veia mesentérica inferior tipicamente drena para a veia esplênica antes de sua união com a veia mesentérica superior.
As variações anatômicas da artéria hepática são frequentes e clinicamente importantes. Dentre as mais comuns, destaca-se a artéria hepática direita originando-se da artéria mesentérica superior (artéria hepática direita aberrante) e a artéria hepática esquerda originando-se da artéria gástrica esquerda.
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