Anatomia do Fígado: Segmentos, Vasos e Variações

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à anatomia do fígado, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Pela descrição de Couinaud, o fígado é dividido em 7 segmentos.
  2. B) O ducto hepático comum tem geralmente trajeto posterior à veia porta.
  3. C) As veias hepáticas esquerda e média drenam sempre separadamente na veia cava inferior.
  4. D) A veia porta é formada predominantemente pela confluência das veias esplênica e veia mesentérica inferior.
  5. E) Dentre as principais variações anatômicas arteriais do fígado está o fato de a artéria hepática direita originar-se da artéria mesentérica superior.

Pérola Clínica

Fígado: 8 segmentos Couinaud. Variação comum: artéria hepática direita da AMS. Veia porta = veia esplênica + veia mesentérica superior.

Resumo-Chave

A divisão de Couinaud classifica o fígado em 8 segmentos funcionais, não 7. Uma variação anatômica arterial comum e clinicamente relevante é a origem da artéria hepática direita a partir da artéria mesentérica superior. A veia porta é formada pela confluência da veia esplênica e da veia mesentérica superior.

Contexto Educacional

A anatomia do fígado é complexa e de suma importância para cirurgiões, radiologistas e gastroenterologistas. A compreensão da divisão segmentar funcional de Couinaud é essencial, pois ela orienta as ressecções hepáticas e a localização de lesões. Essa classificação divide o fígado em 8 segmentos, cada um com sua própria vascularização portal, arterial e drenagem biliar, permitindo ressecções mais precisas e com menor perda de parênquima. Além da segmentação, o conhecimento da vascularização hepática é crucial. A veia porta, responsável por cerca de 75% do fluxo sanguíneo hepático, é formada pela confluência da veia esplênica e da veia mesentérica superior. A artéria hepática própria, ramo da artéria hepática comum, fornece o restante do fluxo arterial. As veias hepáticas (direita, média e esquerda) drenam o sangue do fígado para a veia cava inferior, sendo que as veias média e esquerda frequentemente se unem antes de drenar. As variações anatômicas, especialmente as arteriais, são muito comuns e devem ser conhecidas para evitar complicações em procedimentos cirúrgicos ou intervencionistas. A origem da artéria hepática direita a partir da artéria mesentérica superior é uma variação frequente (presente em 10-20% dos indivíduos) e pode ter implicações significativas em cirurgias pancreáticas ou hepáticas. O ducto hepático comum, por sua vez, geralmente tem um trajeto anterior à veia porta, e não posterior. O domínio desses detalhes anatômicos é fundamental para a segurança e eficácia dos procedimentos.

Perguntas Frequentes

Quantos segmentos o fígado possui de acordo com a classificação de Couinaud?

De acordo com a classificação de Couinaud, o fígado é dividido em 8 segmentos funcionais. Essa divisão é baseada na distribuição da veia porta, artéria hepática e ductos biliares, sendo fundamental para a cirurgia hepática e radiologia intervencionista.

Qual é a formação da veia porta e quais veias a compõem?

A veia porta é formada predominantemente pela confluência da veia esplênica e da ve veia mesentérica superior, geralmente posterior ao colo do pâncreas. A veia mesentérica inferior tipicamente drena para a veia esplênica antes de sua união com a veia mesentérica superior.

Quais são as variações anatômicas mais comuns da artéria hepática?

As variações anatômicas da artéria hepática são frequentes e clinicamente importantes. Dentre as mais comuns, destaca-se a artéria hepática direita originando-se da artéria mesentérica superior (artéria hepática direita aberrante) e a artéria hepática esquerda originando-se da artéria gástrica esquerda.

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