CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação à área parafoveal:
Área parafoveal = maior espessura das camadas ganglionar e nuclear interna.
A zona parafoveal é a região da retina que circunda a fóvea, caracterizada pelo maior acúmulo de corpos celulares de neurônios retinianos.
A mácula é dividida em zonas: foveola, fóvea, parafóvea e perifóvea. A parafóvea tem cerca de 0,5 mm de largura e circunda a fóvea. É clinicamente relevante em exames de OCT (Tomografia de Coerência Óptica), onde o aumento da espessura nessas camadas internas é um marcador de integridade neuronal. Alterações nessa região impactam significativamente a visão central e a sensibilidade ao contraste.
A área parafoveal é a zona onde a retina atinge sua espessura máxima. Isso ocorre porque as células ganglionares e as células da camada nuclear interna, que são deslocadas do centro da fóvea para permitir a passagem direta da luz aos fotorreceptores, acumulam-se nesta região. Na parafóvea, a camada de células ganglionares pode ter até 7 a 10 camadas de células, em contraste com a periferia onde possui apenas uma.
Diferente da foveola (onde apenas as camadas externas estão presentes), a área parafoveal contém todas as 10 camadas da retina. Ela se destaca pela proeminência das camadas plexiforme interna, nuclear interna e, especialmente, a camada de células ganglionares. A camada plexiforme externa nesta região é conhecida como camada de Henle, onde os axônios dos fotorreceptores se inclinam para fora do centro foveal.
Sim. Enquanto a foveola é composta exclusivamente por cones, a densidade de bastonetes começa a aumentar na zona parafoveal. A rodopsina, o fotopigmento dos bastonetes, está presente nesta área. A maior densidade de bastonetes na retina humana é encontrada em um anel aproximadamente a 20 graus do centro foveal, mas eles já estão presentes na região parafoveal.
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