CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Na retina humana é correto afirmar:
Retina: ~120 milhões de fotorreceptores convergem para ~1,2 milhão de axônios ganglionares.
Existe uma enorme convergência de sinais na retina; o número de fotorreceptores supera vastamente o de axônios que formam o nervo óptico.
A organização celular da retina é um exemplo clássico de processamento de dados biológicos. A grande quantidade de fotorreceptores capta a informação luminosa, que é então compactada e processada pelas células horizontais, bipolares e amácrinas antes de chegar às células ganglionares. Essa arquitetura explica por que danos ao nervo óptico (o 'gargalo' da informação) são tão devastadores para a visão. Enquanto a retina periférica sacrifica a nitidez pela detecção de movimento e luz fraca (alta convergência), a mácula preserva a individualidade do sinal para tarefas de alta precisão.
Na retina humana, existem aproximadamente 120 milhões de bastonetes e 6 milhões de cones, totalizando cerca de 126 milhões de fotorreceptores. Em contraste, existem apenas cerca de 1 a 1,5 milhão de células ganglionares, cujos axônios formam o nervo óptico. Isso demonstra uma relação de convergência de aproximadamente 100:1 na média da retina.
Não. Na foveola (centro da mácula), a proporção aproxima-se de 1:1, onde um cone se conecta a uma célula bipolar que se conecta a uma única célula ganglionar, garantindo a alta acuidade visual. À medida que nos movemos para a periferia, a convergência aumenta drasticamente, priorizando a sensibilidade à luz em detrimento da resolução espacial.
No glaucoma, ocorre uma perda progressiva e patológica das células ganglionares da retina e de seus axônios. Isso reduz ainda mais o número de fibras nervosas em relação aos fotorreceptores (que geralmente permanecem preservados até fases muito tardias), resultando em defeitos de campo visual e escavação do disco óptico.
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