SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
As hérnias de parede abdominal são patologias muito comuns nos serviços de cirurgia geral, porém sua incidência ainda não esta bem estabelecida nos diversos hospitais pelo mundo. Calcula-se que cerca de 5% da população mundial irá desenvolver hérnia de parede abdominal ao longo de sua vida. O conhecimento da anatomia no reparo das hérnias de parede abdominal é importante para a diminuição das complicações e recidivas. Marque a alternativa correta correlacionado a anatomia da região inguinal com o reparto cirúrgico ou tratamento que a envolve.
Ligamento de Cooper: periósteo do púbis, borda posterior canal femoral, ancoragem essencial em reparos de hérnias.
O ligamento de Cooper (ligamento pectíneo) é uma estrutura anatômica robusta e fundamental na região inguinal. Ele serve como um importante ponto de ancoragem para a fixação de telas em diversos reparos de hérnias, tanto por via aberta quanto laparoscópica, contribuindo para a redução de recidivas.
As hérnias de parede abdominal representam uma das patologias cirúrgicas mais comuns, exigindo um profundo conhecimento anatômico para um reparo eficaz e minimização de complicações e recidivas. A região inguinal, em particular, é uma área complexa com diversas estruturas que interagem para formar os canais inguinal e femoral. A compreensão precisa desses marcos anatômicos é fundamental para qualquer cirurgião geral. O ligamento de Cooper, também conhecido como ligamento pectíneo, é uma estrutura fibrosa forte formada pelo periósteo e tecido aponeurótico ao longo do ramo superior do púbis. Ele se localiza posteriormente ao trato iliopúbico e forma a borda posterior do canal femoral. Sua robustez o torna um ponto de ancoragem ideal para a fixação de telas e suturas em reparos herniários, especialmente em hérnias femorais e em algumas técnicas de reparo inguinal, como a técnica de McVay e abordagens laparoscópicas (TAPP e TEP). A correta identificação e utilização de estruturas como o ligamento de Cooper, o anel inguinal interno, o ligamento inguinal e os vasos epigástricos inferiores são pilares para o sucesso do tratamento cirúrgico das hérnias. A falha em compreender a relação entre essas estruturas e os diferentes tipos de hérnias (inguinal indireta, direta, femoral) pode levar a reparos inadequados, aumentando o risco de recidiva e outras complicações pós-operatórias.
O ligamento de Cooper é crucial como ponto de ancoragem para telas e suturas em reparos de hérnias inguinais e femorais, especialmente em técnicas como o reparo de Cooper (McVay) e em cirurgias laparoscópicas (TAPP/TEP), conferindo maior resistência e menor taxa de recidiva.
O canal femoral é limitado superiormente pelo ligamento inguinal, medialmente pelo ligamento lacunar (de Gimbernat), lateralmente pela veia femoral e posteriormente pelo ligamento de Cooper (ligamento pectíneo).
Hérnias inguinais (diretas ou indiretas) emergem acima do ligamento inguinal, enquanto as hérnias femorais emergem abaixo do ligamento inguinal, através do canal femoral. Hérnias femorais são mais propensas a estrangulamento e mais comuns em mulheres.
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