IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Doenças como as hérnias de parede abdominal sempre acompanharam a humanidade. Medidas paliativas como uso de cintas e fundas, foram criadas para que o conteúdo abdominal ficasse contido na esperança que a morbidade da doença não ocorresse. As técnicas cirúrgicas para correção das hérnias passaram por conceitos “superficiais” até que todos os preceitos atuais fossem adquiridos. O reconhecimento correto da anatomia, o reparo sem tensão (seja com telas ou incisões de relaxamento), condições adequadas de cicatrização e o uso de fios cirúrgico com características adequadas são exemplos. A respeito destes preceitos, demonstre seu conhecimento e marque a incorreta:
Hérnia inguinal direta → medial aos vasos epigástricos inferiores, no trígono de Hesselbach (Nyhus IIIa).
A alternativa A está incorreta porque hérnias diretas (tipo IIIa de Nyhus, não II) ocorrem medialmente aos vasos epigástricos inferiores, no trígono de Hesselbach. A classificação de Nyhus tipo II refere-se a hérnias inguinais indiretas com anel inguinal profundo dilatado, mas sem destruição do assoalho.
As hérnias da parede abdominal são condições cirúrgicas comuns, com a hérnia inguinal sendo a mais frequente. O entendimento aprofundado da anatomia da região inguinal é fundamental para o diagnóstico correto e a escolha da técnica cirúrgica adequada, minimizando recidivas e complicações. A evolução das técnicas cirúrgicas reflete a busca por reparos mais fisiológicos e com menor tensão. A região inguinal possui marcos anatômicos cruciais, como o trígono de Hesselbach, local de protrusão das hérnias inguinais diretas, e o anel inguinal profundo, por onde emergem as hérnias indiretas. A relação com os vasos epigástricos inferiores é um divisor anatômico essencial para diferenciá-las. A classificação de Nyhus é amplamente utilizada para categorizar as hérnias inguinais, auxiliando no planejamento terapêutico. As técnicas cirúrgicas variam desde reparos teciduais (como McVay) até o uso de telas (Lichtenstein, TAPP, TEP), com o conceito de reparo sem tensão sendo um pilar moderno. A escolha da técnica depende do tipo de hérnia, tamanho, experiência do cirurgião e condições do paciente, visando sempre a menor morbidade e taxa de recidiva.
O trígono de Hesselbach é delimitado lateralmente pelos vasos epigástricos inferiores, medialmente pela borda lateral do músculo reto abdominal e inferiormente pelo ligamento inguinal.
Hérnias inguinais indiretas passam pelo anel inguinal profundo (lateral aos vasos epigástricos), enquanto as diretas protruem diretamente pela parede posterior do canal inguinal (medial aos vasos epigástricos, no trígono de Hesselbach).
É uma área de fragilidade na parede abdominal inferior, delimitada pelo músculo reto abdominal, arco do transverso, iliopsoas e ligamento pectíneo, por onde podem surgir hérnias inguinais e femorais.
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