UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Sobre anatomia da região cervical, marque a opção INCORRETA.
Zonas cervicais: I (clavícula-cricoide), II (cricoide-mandíbula), III (mandíbula-base crânio).
A questão aborda a divisão anatômica da região cervical em zonas e a descrição das fáscias. A Zona II é a mais frequentemente acometida em traumas penetrantes, mas sua complexidade se deve à densidade de estruturas vitais, não a um arcabouço ósseo protetor.
A anatomia da região cervical é fundamental para a compreensão de traumas e procedimentos cirúrgicos. A região é classicamente dividida em três zonas para fins de abordagem de lesões penetrantes, sendo a Zona I (da clavícula à cartilagem cricoide), Zona II (da cartilagem cricoide à margem inferior da mandíbula) e Zona III (da margem inferior da mandíbula à base do crânio). O conhecimento preciso desses limites é crucial para a avaliação e manejo de pacientes. As fáscias cervicais também desempenham um papel importante, delimitando espaços e guiando a disseminação de infecções ou coleções. A fáscia pré-traqueal, por exemplo, é uma lâmina fina que envolve a traqueia e a tireoide, estendendo-se inferiormente até o pericárdio fibroso, o que explica a possível disseminação de infecções cervicais para o mediastino. A Zona II é frequentemente destacada por sua complexidade, não por proteção óssea, mas pela densidade de estruturas vitais que a atravessam, como grandes vasos (carótidas, jugulares), vias aéreas (laringe, traqueia), via digestiva (faringe, esôfago) e nervos importantes. Lesões nesta zona podem ser particularmente desafiadoras devido à proximidade e interconexão dessas estruturas, exigindo avaliação e intervenção rápidas e precisas.
A região cervical é dividida em três zonas principais para fins de trauma: Zona I (da clavícula à cartilagem cricoide), Zona II (da cartilagem cricoide à margem inferior da mandíbula) e Zona III (da margem inferior da mandíbula à base do crânio).
A fáscia pré-traqueal é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve a traqueia, esôfago e glândula tireoide, estendendo-se do hioide ao tórax, fixando-se no pericárdio fibroso, o que pode guiar a disseminação de infecções.
A Zona II é de alta complexidade devido à grande concentração de estruturas vitais (carótidas, jugulares, laringe, faringe, esôfago, nervos) e sua relativa falta de proteção óssea, tornando-a vulnerável a lesões graves.
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